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SENADO

CPI do Crime Organizado abre o ano com depoimentos de governadores

Governadores do Rio de Janeiro e Distrito Federal são os primeiros convidados a comparecer na CPI em 2026.

Congresso em Foco

2/2/2026 12:22

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A CPI do Crime Organizado retomará na terça-feira (3) as suas atividades, abrindo os trabalhos com as oitivas de governadores. No final de 2025, o colegiado aprovou um requerimento convidando representantes de Estados de todas as regiões, bem como seus respectivos secretários de Justiça e Segurança Pública. Os primeiros a falar este ano serão Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Em 2025, a comissão recebeu o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.

O requerimento partiu do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). No documento, ressaltou que "seus depoimentos são cruciais para entender a natureza dos conflitos em curso, a predominância de guerras territoriais entre facções e quais os principais desafios para a redução drástica da letalidade violenta nessas regiões".

Relator quer ouvir governadores a respeito das dinâmicas locais de segurança pública.

Relator quer ouvir governadores a respeito das dinâmicas locais de segurança pública.Edilson Rodrigues/Agência Senado

Segundo o relator, a escuta dos gestores estaduais permitirá compreender "a atual dinâmica das facções criminosas em diferentes regiões do país; os entraves financeiros, legais e operacionais no combate à criminalidade;as estratégias de inteligência e cooperação interestadual e as políticas públicas que têm se mostrado eficazes e as que necessitam de aperfeiçoamento".

Governadores convidados

O primeiro governador a falar para a CPI será Cláudio Castro, em reunião marcada para a manhã de terça. Alessandro Vieira esclareceu que o convite se deu diante da presença das principais facções criminosas no Estado, como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro.

"É fato notório e público que os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro são as bases territoriais das duas maiores e mais influentes facções criminosas do país, cujas atuações há muito extrapolam as fronteiras estaduais, tornando-se um problema de dimensão nacional e transnacional", apontou.

Pelo mesmo motivo, também foi convidado para uma audiência futura o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

No caso de Ibaneis Rocha, o convite se dá diante da proximidade entre o governo distrital e o aparato da União. Ele deverá falar na manhã de quarta-feira (4).

"Embora apresente taxa de homicídio controlada, o Distrito Federal é a sede do poder político e econômico. Seus gestores poderão detalhar as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, à descapitalização das facções e à infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado", sugeriu o relator.

Os demais governadores convidados são Clécio Luís (AP), Jerônimo Rodrigues (BA), Raquel Lyra (PE), Elmano de Freitas (CE), Paulo Dantas (AL), Jorginho Mello (SC), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), todos acompanhados dos respectivos secretários de Segurança Pública.

"A seleção dos estados acima listados não foi aleatória. Ela busca prover a esta CPI um panorama abrangente da segurança pública nacional, ouvindo tanto os gestores que enfrentam cenários de crise aguda quanto aqueles que implementam modelos de sucesso, bem como os que administram territórios logisticamente estratégicos para o crime", afirmou Vieira.

Veja a íntegra do requerimento.

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