Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Renan quer esclarecimentos de Lula e do BC sobre o caso Banco Master

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

SENADO

Renan quer esclarecimentos de Lula e do BC sobre o caso Banco Master

Comissão é instalada no Senado para investigar fraude bilionária. Senador afasta suspeita contra Lula, mas pede esclarecimentos sobre encontro com Vorcaro.

Congresso em Foco

4/2/2026 | Atualizado às 12:36

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado instalou nesta quarta-feira (4) uma subcomissão para acompanhar as investigações sobre o Banco Master, alvo de apurações da Polícia Federal por suspeitas de operações irregulares que podem ultrapassar R$ 12 bilhões. A iniciativa partiu do presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que também conduzirá o novo colegiado.

Logo na largada dos trabalhos, Renan anunciou que pretende ouvir o Banco Central e encaminhar perguntas por escrito ao presidente Lula sobre encontros mantidos com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O senador afirmou que a intenção é esclarecer os fatos e dar transparência ao caso, sem imputar responsabilidades prévias.

"Todos que estiveram na reunião podem colaborar com essa comissão. Ao presidente da República nós pretendemos fazer por escrito algumas perguntas sobre o fato, se ele puder nos responder, ótimo", afirmou. Renan se refere a visitas de Vorcaro ao Palácio do Planalto que não constaram na agenda oficial do governo.

Renan: subcomissão vai propor mudanças em lei para tornar mais rigorosa a fiscalização do sistema financeiro.

Renan: subcomissão vai propor mudanças em lei para tornar mais rigorosa a fiscalização do sistema financeiro.Andressa Anholete/Agência Senado

Conforme revelado pelo jornal O Globo, o banqueiro se reuniu com Lula em dezembro de 2024, em encontro intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Também estavam presentes o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do BC, Gabriel Galípolo. A reunião não aparece nos registros oficiais da Presidência nem nos controles de entrada do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Levantamentos feitos com base na Lei de Acesso à Informação indicam que Vorcaro esteve no Planalto em outras três ocasiões entre 2023 e 2024, também fora das agendas oficiais. Renan destacou que o pedido de esclarecimentos não parte de suspeita contra o presidente.

"O presidente da República conversa com empresários o tempo todo. O que queremos saber é o contexto, o conteúdo e se houve algum tipo de encaminhamento institucional", disse, acrescentando que esclarecer os fatos é a melhor forma de evitar especulações.

Plano de trabalho

Segundo Renan Calheiros, o grupo atuará em três frentes principais: acompanhar as investigações criminais em curso, identificar falhas na fiscalização do sistema financeiro e avaliar os impactos das operações investigadas sobre bancos públicos e a credibilidade do mercado.

O senador questionou como operações de grande porte conseguiram avançar sem bloqueios dos órgãos de controle. A prioridade inicial, segundo ele, será ouvir o Banco Central, responsável pela supervisão do sistema financeiro, para compreender como se deu o acompanhamento das operações do Banco Master e quais alertas eventualmente foram ignorados.

Críticas duras à fiscalização

Renan fez críticas contundentes ao que classificou como um ambiente de permissividade nos mecanismos de controle. Em tom duro, atribuiu responsabilidades não apenas aos operadores privados, mas também a autoridades que, segundo ele, fecharam os olhos para irregularidades.

O senador afirmou que a subcomissão não atuará para proteger ninguém nem para retaliar adversários. "Não haverá desta comissão nenhuma retaliação, absolutamente, contra ninguém. Qualquer um, senador ou deputado, em havendo culpa também não haverá omissão desta comissão. A trapaça está escancarada."

Em outra intervenção, Renan afirmou:

"Tudo que se faz no sistema financeiro tem lá as digitais, um tamborete negociava CDBs com remuneração irreal, muito acima do mercado, e mergulhou num problema grave de liquidez. 'Esses trapaceiros tentaram vender um banco quebrado, sem ativos ou com ativos podres, para uma instituição pública (BRB)."

Para o senador, a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado, ocorreu tarde demais.

"A partir da liquidação começaram a emergir as ramificações políticas da fraude bilionária, as relações pessoais, as brechas no sistema financeiro, a vista grossa de autoridades e a cegueira da fiscalização, que, ao que tudo que indica, foi deliberada."

Pressões e acusações de chantagem ao TCU

Renan afirmou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) foi alvo de pressões diretas por parte do banqueiro. Ele relatou reunião ocorrida ontem com o presidente da Corte, Vital do Rêgo Filho.

"O TCU foi chantageado para liquidar a liquidação. Abertamente, à luz do dia, os dirigentes da Câmara tentaram votar a elevação do FGC para R$ 1 bilhão como parte dessa pressão."

Segundo ele, também houve tentativas, na Câmara, de alterar a lei que garantiu autonomia ao Banco Central. "Tentaram votar alteração na lei que tornou o Banco Central independente para que o Congresso tivesse o poder de exonerar o presidente do BC."

Sem politização, diz Renan

Apesar da dureza das declarações, Renan insistiu que a subcomissão não pode transformar o caso em disputa ideológica. "É desaconselhável tentar politizar a investigação. A vigarice não distingue ideologia. A delinquência não tem preferência político-partidária." E acrescentou: "Todos que tiveram relações pessoais ou contratuais com o banqueiro vigarista cometeram delito? Esta é uma resposta que, no acompanhamento das investigações, esta comissão pretende dar".

Próximos passos

Renan informou que ele e uma comitiva de senadores se reúnem ainda nesta quarta-feira, à tarde, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em uma conversa inicial.

"Vamos requisitar inclusive informações sigilosas para investigar essa lama malcheirosa. Se há sussurros para uma operação abafa, não contem comigo. O fundo do Master era o fundo do poço."

O senador lembrou que a subcomissão tem prerrogativa para requisitar documentos, quebrar sigilos e convocar autoridades. Entre os nomes que pretende ouvir estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

Também integram a subcomissão os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Daniel Vorcaro Banco Master CAE Renan Calheiros Lula Senado

LEIA MAIS

CASO EPSTEIN

CDH vai acompanhar citações ao Brasil no Caso Epstein, diz Damares

ANIMAIS

Alcolumbre promete prioridade a projetos contra maus-tratos a animais

AUMENTO PARA SERVIDORES

Relator da reforma administrativa critica brecha para supersalários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES