Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Economia
Congresso em Foco
11/2/2026 11:46
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a principal marca de sua passagem pelo comando da economia foi a aprovação da reforma tributária e classificou o atual modelo brasileiro como um dos mais problemáticos do planeta. Em entrevista na CEO Conference do BTG Pactual, Haddad defendeu que a dimensão da mudança ainda não foi plenamente compreendida.
"Eu acredito que não resta dúvida que a coisa mais impressionante que foi possível fazer, porque tudo concorreu para isso, Congresso Nacional, a equipe econômica, foi a reforma tributária."
Ao justificar o diagnóstico, Haddad citou avaliação do Banco Mundial. "Hoje nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo, atestado pelo Banco Mundial. A última avaliação nos colocava na posição 184 de 190 países avaliados. Uma posição vexaminosa."
Segundo o ministro, a reforma não representa apenas simplificação, mas uma transformação estrutural na forma como o país tributa o consumo. "Eu acredito que não só com a emenda constitucional e as leis complementares aprovadas, como com o sistema operacional 150 vezes maior que o Pix, que já está em operação no Serpro, nós vamos saltar para um dos melhores sistemas tributários do mundo."
Haddad destacou o grau de digitalização e transparência do novo modelo. "Não apenas com desoneração de investimento, desoneração de exportação, desoneração de bens essenciais como cesta básica, medicamentos e tudo mais, mas com o nível de transparência que vai ser dado para que o cidadão saiba exatamente qual está sendo a sua contribuição no ato da compra."
O ministro mencionou ainda instrumentos como split payment e cashback como mecanismos inovadores que devem marcar a implementação. "A reforma tributária vai entrar para a história."
O ministro reconheceu que governadores optaram por adiar parcialmente os efeitos da mudança, mas manteve a aposta na capacidade do novo sistema de melhorar o ambiente de negócios.
"Eu acredito que o Brasil vai se tornar cada vez mais destino de investimento estrangeiro em função das vantagens competitivas que já tem, mas sobretudo em função da reforma tributária."
Na mesma linha, Haddad afirmou que a equipe econômica também atuou para corrigir distorções na tributação da renda. "Nós corrigimos inúmeras distorções do nosso sistema econômico, também com a tributação da renda em vários âmbitos, fundos que não eram tributados, a maneira como se encontrou de tributar dividendo, levando em consideração o imposto pago pela PJ."
Temas
LEIA MAIS