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Bloqueio de Ações

Justiça bloqueia R$ 376 milhões em ações do BRB ligadas ao Banco Master

Medida atende a pedido do banco público e busca garantir ressarcimento por prejuízos envolvendo o Banco Master.

Congresso em Foco

27/2/2026 | Atualizado às 11:50

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A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a pessoas investigadas na Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.

A decisão liminar foi proferida pela 13ª Vara Cível do DF, a pedido do próprio BRB, e atinge participações acionárias estimadas em cerca de R$ 376,4 milhões, impedindo a transferência dos ativos. O processo tramita sob sigilo, mas o banco divulgou fato relevante informando o ajuizamento da medida.

O bloqueio alcança ações vinculadas a pessoas físicas e a fundos de investimento, como Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo Fundo de Investimento, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento e Asterope Fundo de Investimento, além de empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.

A Justiça do Distrito Federal bloqueou cerca de R$ 376,4 milhões em participações acionárias de investigados no caso Master.

A Justiça do Distrito Federal bloqueou cerca de R$ 376,4 milhões em participações acionárias de investigados no caso Master.Gabriela Biló/Folhapress

Segundo o portal Metrópoles, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master; o ex-sócio Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se acionistas do BRB após a aquisição de ações por meio de terceiros, supostamente utilizados como "laranjas". Com essas operações, o grupo Master/Reag teria passado a deter cerca de 25% do capital do banco público do Distrito Federal.

Em comunicado, o BRB informou ter ajuizado tutela cautelar com pedido liminar "visando ao bloqueio e arresto de participações societárias detidas pelos réus no capital social do próprio BRB". Segundo a instituição, a medida busca garantir eventual ressarcimento de prejuízos decorrentes de operações envolvendo o Banco Master, que se encontra em liquidação extrajudicial.

O banco afirma ainda, nos autos, que os empresários investigados teriam ingressado em seu capital social "de forma ilegal". Também informou o encaminhamento de um relatório preliminar de investigação interna à Polícia Federal. A apuração é conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da consultoria Kroll.

Confira a íntegra do comunicado.

Caso Banco Master

O BRB é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master com indícios de fraude. A estimativa inicial aponta para prejuízo de ao menos R$ 5 bilhões, valor que ainda será confirmado com a divulgação do balanço.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que resultou no afastamento judicial do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido.

Já em 3 de setembro de 2025, o Banco Central rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. A operação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master. Anunciado em março daquele ano, o negócio enfrentava resistência do mercado devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionada de parte dos ativos.

Antes disso, o Ministério Público Federal (MPF) havia recomendado ao BRB que comprovasse a lisura e a fidedignidade dos ativos antes de qualquer aquisição, alertando para a existência de passivos ocultos e ativos inflados. Com a negativa do Banco Central e o avanço das investigações, o BRB tenta recompor sua liquidez e seus índices de capitalização, ao mesmo tempo em que busca assegurar judicialmente eventual ressarcimento dos prejuízos.

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