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Sem acordo, PEC da Segurança domina pauta da semana na Câmara

Relator mantém previsão de referendo sobre redução da maioridade penal para 16 anos, mas esquerda resiste. Motta busca acordo para retirada de trecho. Veja o que mais poderá ser votado.

Congresso em Foco

1/3/2026 | Atualizado às 15:59

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A Câmara dos Deputados abre a semana de 2 a 6 de março sob forte tensão política e expectativa de votação da PEC da Segurança Pública, principal aposta do governo na área para 2026. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalha para levar a proposta ao Plenário na quarta-feira (4), mas tenta aparar arestas, sobretudo a redução da maioridade penal, para evitar que o texto naufrague antes mesmo de chegar ao Senado. No mesmo dia, pela manhã, a proposta deve ser analisada por uma comissão especial.

Hugo Motta teme que referendo sobre redução da maioridade penal

Hugo Motta teme que referendo sobre redução da maioridade penal "contamine" e atrapalhe a votação da PEC da Segurança Pública.Kayo Magalhães/Agência Câmara

A PEC 18/2025, enviada pelo Executivo, altera a Constituição para redefinir competências da União, Estados e municípios na segurança pública. O objetivo central do governo é constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), fortalecer a integração de inteligência e garantir financiamento estável.

O relator, Mendonça Filho (União-PE), preservou parte da espinha dorsal da proposta, mas promoveu mudanças relevantes. Entre elas, ampliou a autonomia dos Estados nas operações e incluiu a previsão de um referendo, em 2028, sobre a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes violentos.

"No Brasil, é barato matar", disse o relator ao Congresso em Foco.

É justamente esse ponto que ameaça travar o acordo. PT e Psol já declararam oposição frontal à medida. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), defende a retirada do dispositivo e insiste que o foco deve ser a integração federativa e o enfrentamento estruturado ao crime organizado.

Nos bastidores, Hugo Motta sinalizou a líderes que pretende suprimir a redução da maioridade do texto final. A avaliação é pragmática: a PEC exige três quintos dos votos (308) em dois turnos, e qualquer fissura ideológica pode inviabilizar a aprovação. A estratégia é "descontaminar" a proposta de temas que possam transformar a votação em plebiscito moral ou eleitoral.

Disputa federativa e poder da União

O embate não se resume à maioridade penal. Há divergência estrutural sobre o modelo de coordenação nacional. O texto original do Ministério da Justiça reforça o papel da União na articulação de inteligência e no combate a organizações criminosas interestaduais e transnacionais.

Já o relatório amplia a autonomia estadual e evita concentração de competências em Brasília. Para o PT, a mudança compromete a integração. Para o relator, a descentralização reflete a realidade operacional: a maioria dos efetivos está nas polícias estaduais.

Também estão em jogo fontes permanentes de financiamento. O parecer prevê a destinação de parte do Fundo Social do pré-sal e da arrecadação de loterias ao Fundo Nacional de Segurança Pública e ao Funpen, o que pode elevar os recursos anuais para cerca de R$ 6 bilhões.

Pacote penal amplia pressão no Plenário

Paralelamente à PEC, a pauta traz uma série de projetos penais sob regime de urgência. Entre os destaques:

  • projeto de lei 6.240/2013, que tipifica o desaparecimento forçado como crime hediondo;
  • projeto de lei 2.525/2024, que estabelece protocolo penal para casos de estupro, com prazos para exame de corpo de delito e medidas de proteção à vítima;
  • projeto de lei 4.716/2025, que cria o crime de gerontocídio e amplia penas para homicídios contra idosos;
  • projeto de lei 3.880/2024, que inclui a violência vicária na Lei Maria da Penha.

O conjunto reforça o clima de endurecimento penal que domina parte do debate na Casa e dialoga diretamente com a discussão mais ampla da PEC.

Economia, transparência e Judiciário

A segunda-feira (2) começa com sessão deliberativa extraordinária às 18h, incluindo requerimentos de urgência para projetos como:

  • projeto de lei 2.158/2023, que autoriza a venda de medicamentos em farmácias instaladas em supermercados;
  • projeto de lei 5.764/2025, que reforça a transparência ativa de gastos públicos e combate sigilos indevidos;
  • projeto de lei 6.139/2023, que cria o sistema brasileiro de apoio oficial ao crédito à exportação;
  • projeto de lei complementar 281/2019, que trata dos regimes de resolução de instituições supervisionadas pelo Banco Central, Susep e CVM.

Também devem avançar projetos do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça que criam cargos e reorganizam estruturas administrativas. Caso as urgências sejam aprovadas, essas propostas também poderão ser votadas no Plenário.

Homenagens e clima simbólico

A semana inclui sessões solenes que ajudam a moldar o ambiente político. Na terça (3), a Câmara homenageia o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé. Na quarta (4), ocorrem sessões em celebração ao Dia Internacional da Mulher e ao Dia Mundial das Doenças Raras.

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Não há previsão de sessão plenária na sexta-feira (6).

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