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Participação feminina
Congresso em Foco
8/3/2026 7:00
A trajetória feminina no Prêmio Congresso em Foco acompanha, em grande medida, a lenta, mas consistente, ampliação da presença das mulheres no Parlamento brasileiro. Desde a primeira edição da premiação, em 2006, até os anos mais recentes, o número de parlamentares reconhecidas entre as melhores do Congresso cresceu de forma expressiva, refletindo tanto mudanças na composição do Legislativo quanto a ampliação das categorias do prêmio.
Criado pelo portal Congresso em Foco, o prêmio reconhece anualmente os parlamentares de maior destaque no Congresso Nacional com base em três critérios: votação popular, avaliação de jornalistas especializados e análise de um júri técnico.
Na primeira edição, realizada em 2006, apenas duas mulheres figuraram entre os premiados: a então deputada Denise Frossard (RJ) e a então senadora Heloísa Helena (Psol-AL). À época, a premiação era concentrada nas categorias principais, Melhores no Senado e Melhores na Câmara, e refletia um cenário em que a presença feminina no Parlamento ainda era bastante limitada.
Nos anos seguintes, a participação das mulheres entre os premiados cresceu gradualmente. Já em 2007, cinco parlamentares foram reconhecidas. Em 2010, esse número mais que dobrou e chegou a 11.
A expansão das categorias ao longo da década seguinte, especialmente as avaliadas por júri técnico e voltadas a áreas como educação, sustentabilidade, inovação e direitos sociais, ampliou ainda mais o espaço para reconhecer diferentes formas de atuação parlamentar.
O crescimento se tornou ainda mais visível nos últimos anos. Em 2021, por exemplo, 36 premiações foram concedidas a mulheres. Em 2024, o número chegou a 65 reconhecimentos femininos nas diferentes categorias da premiação, um contraste marcante em relação às duas premiadas da primeira edição.
Categoria especial
Um marco simbólico dessa evolução ocorreu em 2021, quando o prêmio instituiu a categoria "Mulheres na Política", dedicada especificamente a destacar a atuação feminina no Legislativo.
Naquele ano, foram reconhecidas as deputadas Luiza Erundina (Psol-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Maria do Rosário (PT-RS) e Tabata Amaral (PSB-SP), além da então senadora atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
A criação da categoria passou a coexistir com as premiações tradicionais e com as avaliações por jornalistas e especialistas, ampliando o reconhecimento da atuação feminina no Congresso.
Recordistas
A evolução também se reflete na recorrência de algumas lideranças, refletindo trajetórias legislativas consolidadas e forte presença no debate público.
Entre as recordistas estão deputadas e senadoras como Luiza Erundina (Psol-SP), a mais premiada da história do reconhecimento; Jandira Feghali (PCdoB-RJ); Sâmia Bomfim (Psol-SP); Maria do Rosário (PT-RS); Tabata Amaral (PSB-SP) e a senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Também figura entre as mais reconhecidas a ex-senadora Simone Tebet.
Mais diversidade
Nos últimos anos, o perfil das premiadas também se tornou mais diverso. O prêmio passou a reconhecer parlamentares de diferentes gerações, partidos e regiões do país, além de ampliar a visibilidade de mulheres negras, indígenas e jovens lideranças políticas.
Quase duas décadas após sua criação, o prêmio revela um cenário bastante distinto daquele de 2006. Se naquele momento as mulheres eram exceção entre os premiados, hoje ocupam espaço cada vez mais central entre os parlamentares mais reconhecidos do país, um reflexo das transformações graduais na representação feminina na política brasileira.
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