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SENADO
Congresso em Foco
9/3/2026 19:55
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou junto ao Senado seu requerimento para que seja criada uma CPI voltada à investigação da fraude financeira do Banco Master, em especial na conduta do ex-relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli, e do ministro Alexandre de Moraes. A leitura do pedido cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O documento ultrapassou a exigência regimental de assinaturas para sua apresentação: foram 35 nomes, sendo necessários 27. A lista contou com a adesão em massa de senadores de oposição, contando com a maior parte da bancada do PL, sem nenhuma assinatura entre nomes do PT, PDT e MDB, salvo a do próprio autor.
"O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras, cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário nacional, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre conduta de dois ministros do STF que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento", afirmou o senador no requerimento.
No caso de Toffoli, seu objetivo é obter esclarecimentos a respeito da venda do Resort Tayayá ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master. Até o início de 2025, o hotel pertencia majoritariamente à Maridt Participações, empresa pertencente ao ministro e seus irmãos. Vieira tentou obter informações sobre a aquisição como relator na CPI do Crime Organizado, mas o pedido de quebra de sigilo foi barrado em decisão judicial.
O autor também cita uma viagem de Toffoli ao Peru, em 2025, para assistir à final da Libertadores, no mesmo jato em que estava um dos advogados de defesa de Vorcaro. O senador afirma que o episódio suscita "no mínimo, dúvidas relevantes sobre a observância das regras de imparcialidade e de conduta que devem reger a atuação de qualquer magistrado, em especial de um relator de processo em curso".
No tocante a Moraes, Vieira objetiva obter informações sobre a contratação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, como representante judicial do Master em 2024 em contrato de R$ 129 milhões. O senador também busca respostas sobre mensagens encontradas no celular de Vorcaro, indicando que ele teria se encontrado com o ministro.
Segundo Vieira, o pedido não configura uma retaliação política. "Trata-se, pura e simplesmente, da afirmação de que os mais altos cargos da República impõem os mais altos padrões de conduta — e de que, quando esses padrões são colocados em dúvida por fatos concretos e graves, é dever do Parlamento apurar".
Assinaram o requerimento os senadores:
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
Eduardo Girão (NOVO-CE)
Magno Malta (PL-ES)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Sergio Moro (União-PR)
Esperidião Amin (PP-SC)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Styvenson Valentim (PSDB-RN)
Marcio Bittar (PL-AC)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Jaime Bagattoli (PL-RO)
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Cleitinho (Republicanos-MG)
Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Margareth Buzetti (PP-MT)
Alan Rick (Republicanos-AC)
Wilder Morais (PL-GO)
Izalci Lucas (PL-DF)
Mara Gabrilli (PSD-SP)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Rogério Marinho (PL-RN)
Flávio Arns (PSB-PR)
Laércio Oliveira (PP-SE)
Dr. Hiran (PP-RR)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Nelsinho Trad (PSD-MS)
Marcos Rogério (PL-RO)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Carlos Viana (Podemos-MG)
Efraim Filho (União-PB)
Tereza Cristina (PP-MS)
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