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CPMI do INSS

Alfredo Gaspar acusa Alcolumbre de omissão na CPMI do INSS

Relator da CPMI afirmou que pedido de prorrogação com assinaturas suficientes ficou parado por três meses por "omissão deliberada" de Alcolumbre.

Congresso em Foco

26/3/2026 15:01

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O deputado federal e relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL) fez duras críticas ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), após o retorno da sessão nesta quinta-feira (26). Segundo ele, o senador tem atuado para impedir a prorrogação dos trabalhos da comissão.

A declaração se deu em razão do prazo de 48 horas estabelecido pelo ministro André Mendonça, do STF, para que o presidente do Senado se manifestasse sobre a prorrogação dos trabalhos da CPMI.

O cumprimento da decisão gerou um impasse sobre o momento de início da contagem desse prazo. A Advocacia do Senado sustenta que a intimação eletrônica só teria sido recebida no início da noite do dia 24 de março, enquanto registros do próprio Supremo indicam que o e-mail institucional foi aberto às 10h03 e às 10h18 da manhã do mesmo dia, diferença que altera diretamente o momento em que o prazo se encerraria.

Gaspar afirmou que o pedido de prorrogação, apresentado ainda em 2025 com assinaturas suficientes, não foi devidamente processado pela Casa.

"O senhor teve conhecimento que o deputado Marcel Van Hattem protocolou desde o ano passado a prorrogação com o número de assinaturas suficientes de deputados e senadores desta CPMI. Aconteceu uma omissão deliberada do Senado."

O deputado também atribuiu a responsabilidade diretamente ao presidente do Congresso e sugeriu conflito de interesses na condução do caso.

"Eu só atribuo essa omissão ao presidente Davi Alcolumbre, para deixar bem claro, a CPMI de alguma forma atingiu interesses do presidente Davi Alcolumbre."

Gaspar ainda destacou a demora no registro formal do pedido, classificando o intervalo como excessivo e injustificado.

"Foram mais de dois ou três meses depois de entregue com todas as assinaturas sem protocolar, sem registrar o protocolo. Três meses e sete dias, isso é grave", disse. Ao tratar da decisão judicial, o parlamentar ressaltou que não há margem para descumprimento e contestou a interpretação adotada pelo Senado quanto ao horário da intimação: "Ordem judicial ou se cumpre ou se desobedece."

Na sequência, Gaspar afirmou que o presidente do Congresso não teria autonomia para deixar de cumprir a decisão.

"O presidente não pode desobedecer ordem judicial. Ele não leu o requerimento, ele não tinha a faculdade, foi determinado por uma ordem do ministro do Supremo Tribunal."

Por fim, o deputado reforçou a acusação de descumprimento deliberado da decisão judicial, ao comparar a situação com a de um cidadão comum.

"Eu quero dizer, presidente, com toda convicção, que o presidente Davi Alcolumbre deliberadamente está descumprindo ordem judicial. Se fosse eu, estaria preso", afirmou.

Posteriormente, ao final da audiência, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG) prorrogou os trabalhos da comissão, antecedendo a decisão final do STF a respeito do tópico.

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