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TROCA-TROCA PARTIDÁRIO

Por eleição, mais de 100 parlamentares trocam de partido; veja a lista

Na reta final para filiação, deputados e senadores aceleram a troca de partido, puxados por acordos regionais e disputas por vagas nas eleições de outubro; veja o balanço parcial.

Congresso em Foco

3/4/2026 7:00

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A poucas horas do fim do prazo de filiação para quem pretende disputar as eleições de outubro, o Congresso vive uma corrida acelerada por novas legendas. Levantamento do Congresso em Foco mostra que, até as 14h desta quinta-feira (2), ao menos 110 parlamentares haviam trocado de partido no último mês: 101 deputados federais e 9 senadores. O PL foi o maior vencedor na Câmara, com saldo positivo de 13 deputados, enquanto o União Brasil sofreu a maior perda, com saldo negativo de 13 cadeiras.

Os números, porém, podem mudar. Para os deputados, o relógio corre mais rápido: a janela partidária termina no último minuto desta sexta-feira (3), prazo final para mudar de legenda sem risco de perder o mandato. Os senadores não estão submetidos a essa regra, mas também precisam estar filiados até 4 de abril para disputar a eleição deste ano.

Presidente do Podemos, deputada Renata Abreu filia os colegas Marangoni, Delegado Bruno Silva, Ribamar Silva e David Soares, entre outros políticos. Bancada foi uma das que mais cresceram na janela.

Presidente do Podemos, deputada Renata Abreu filia os colegas Marangoni, Delegado Bruno Silva, Ribamar Silva e David Soares, entre outros políticos. Bancada foi uma das que mais cresceram na janela.Ascom/Podemos

A reta final concentrou os movimentos. Ao menos 30 trocas ocorreram apenas nesta semana, quando as sessões da Câmara foram canceladas para que os deputados se dedicassem às articulações eleitorais nos Estados. O resultado foi uma reacomodação expressiva nas bancadas, impulsionada menos por afinidades nacionais e mais por acordos regionais, disputa por vagas ao Senado, candidaturas a governos estaduais e montagem de chapas competitivas para a reeleição.

A janela de 2026 já supera a de 2018, quando 85 deputados trocaram de partido, e se aproxima da de 2022, que registrou 121 mudanças. As próximas horas devem trazer novas movimentações partidárias.

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PL cresce, União Brasil encolhe

Na Câmara, o PL foi até o momento o principal polo de atração. Recebeu 21 deputados e perdeu 8, fechando com saldo positivo de 13. Também cresceram o Podemos, com saldo positivo de cinco, além de PSD, PP e PSB, ambos que terão mais quatro deputados.

Do outro lado, o União Brasil foi a legenda mais esvaziada: perdeu 21 deputados e recebeu 8, com saldo negativo de 13. O PDT também encolheu de forma relevante, com 7 saídas e nenhuma entrada. MDB e Avante também perderam espaço.

Entre os casos mais simbólicos da janela estão a volta de Duda Salabert (MG) do PDT para o Psol, a ida de Túlio Gadelha (PE) da Rede Sustentabilidade para o PSD, de olho numa candidatura ao Senado, e a filiação de Mendonça Filho (PE) ao PL após deixar o União Brasil, grupo político ao qual esteve ligado por mais de 40 anos. Também chamaram atenção as mudanças de Otoni de Paula (RJ), do MDB para o PSD, e de Luisa Canziani (PR), do PSD para o PP, entre outras.

O retrato da Câmara mostra um reposicionamento especialmente forte no campo da direita e do centro. O PL atraiu nomes competitivos e reforçou sua musculatura eleitoral. Já o União Brasil virou o principal fornecedor de quadros para outras legendas, perdendo deputados para PL, PP, PSD, Podemos, Republicanos, MDB, PSDB, Solidariedade e Missão.

Senado tem menos trocas, mas mudanças pesam

No Senado, o volume é menor, mas as mudanças têm peso político. Foram 9 trocas nos últimos 30 dias.

O PL também saiu na frente entre os senadores, com as filiações de Efraim Filho (PB) e Sergio Moro (PR), ambos oriundos do União Brasil, que concorrerão a governador em seus Estados. O PSD, por sua vez, foi o partido que mais perdeu nomes: saíram Angelo Coronel (BA), Eliziane Gama (MA) e Rodrigo Pacheco (MG).

A filiação de Pacheco ao PSB, na última quarta-feira, era uma das mais aguardadas. Ele flertou com outras legendas como o União Brasil e o MDB. Na nova legenda, o ex-presidente do Senado abre caminho para sua candidatura ao governo de Minas, o que ainda não está decidido. A ida de Eliziane Gama do PSD para o PT também repercutiu, por seu alinhamento ao presidente Lula e por ter ocorrido após o PSD lançar a pré-candidatura de Ronaldo Caiado ao Planalto.

Disputa regional ditou o ritmo das trocas

Os dados mostram que o troca-troca foi guiado principalmente por interesses estaduais, e não por um redesenho nacional uniforme. Em vez de uma movimentação coordenada em torno de candidaturas presidenciais, o que prevaleceu foi a lógica das alianças locais, das vagas ao Senado e da montagem de palanques para governador.

Os Estados com mais mudanças na Câmara foram, até a véspera do fechamento da janela partidária:

  • São Paulo: 14
  • Minas Gerais: 10
  • Ceará: 9
  • Goiás: 8
  • Paraná: 8
  • Pernambuco: 6
  • Bahia: 5

Em São Paulo, o fluxo foi espalhado entre PL, PSD, Podemos, Republicanos e União Brasil, refletindo a disputa por espaços no maior colégio eleitoral do país. Em Minas Gerais, a movimentação atravessou diferentes campos políticos, da esquerda à direita.

O Ceará foi um dos epicentros da janela, com forte esvaziamento do PDT e avanço do PSB, além de rearranjos envolvendo PP, PSD, União Brasil e Rede. Em Pernambuco, o movimento foi influenciado pelas articulações para as vagas majoritárias, com mudanças de nomes como Mendonça Filho e Túlio Gadelha. Já em Goiás e no Paraná, as trocas refletiram a disputa por espaço em chapas para o governo estadual e o Senado.

No Senado, o destaque regional foi Minas Gerais, com duas mudanças relevantes: Rodrigo Pacheco e Carlos Viana.

Janela segue como instrumento central do sistema político

Desde 2007, decisões do TSE e do STF consolidaram o entendimento de que, nos cargos proporcionais (deputados e vereadores), o mandato pertence ao partido, e não ao parlamentar. Para conter o troca-troca que marcou a política brasileira nos anos 1990 e no início dos anos 2000, a legislação passou a prever perda de mandato por desfiliação sem justa causa. A janela partidária, incorporada à lei na reforma eleitoral de 2015, tornou-se a principal exceção a essa regra.

O volume registrado em 2026 mostra que, mesmo com restrições mais duras, esse período continua sendo o principal momento de reorganização das bancadas e de ajuste fino das estratégias eleitorais.

Nas últimas horas antes do prazo final, a tendência é de nova aceleração. Os partidos tentam fechar nominatas mais fortes, parlamentares buscam siglas mais vantajosas em seus Estados e o Congresso vai redesenhando sua geografia política em função da eleição de outubro.

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