Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
STF
Congresso em Foco
9/4/2026 | Atualizado às 18:17
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado agendou a sabatina do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no STF para 29 de abril. A informação foi divulgada pelo senador Weverton (PDT-MA), relator da mensagem de indicação, nesta quinta-feira (9), em coletiva de imprensa.
Segundo Weverton, a data foi combinada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). De acordo com o senador, a ideia é seguir o rito tradicional e levar o nome ao Plenário no mesmo dia da sabatina.
O cronograma da indicação ficou definido em duas etapas. No dia 15 de abril, o relatório será lido na CCJ. No dia 29, pela manhã, Jorge Messias será sabatinado pelos senadores.
Weverton afastou especulações de que Davi Alcolumbre poderia atrapalhar a indicação. Para o relator, o presidente do Senado recebeu a mensagem de Lula com "boa-fé" e dá continuidade ao procedimento da Casa com "boa vontade". "Em quatro dias úteis, Alcolumbre já continuou o jogo ele anunciou anunciou há quatro meses atrás", argumentou.
Quatro meses de atraso
Messias foi anunciado de forma extraoficial pelo presidente Lula em novembro, mas seu nome enfrentou resistência no Senado, especialmente por parte de Alcolumbre. O senador defendia a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa e apontado como preferido de Lula para disputar o governo de Minas Gerais.
Após o anúncio, Alcolumbre chegou a definir um calendário acelerado para a sabatina, o que dificultou a articulação de Messias em busca de apoio entre os senadores. Para ganhar tempo, o governo segurou o envio da mensagem presidencial e adiou o início formal da tramitação.
No último dia 31, o Executivo decidiu retomar o processo. Ao tomar conhecimento, Messias afirmou que daria continuidade à rodada de reuniões com senadores em busca de apoio com "humildade e fé" e se comprometeu a, se aprovado, priorizar a conciliação na tomada de decisões na Corte.
Temas