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Após acusação de estupro na CPMI, Gaspar faz DNA: "verdade é soberana"

Parlamentar foi chamado de estuprador pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke durante a leitura do relatório da CPMI.

Congresso em Foco

23/4/2026 15:33

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O deputado Alfredo Gaspar (União-AL) usou as redes sociais nesta quinta-feira (23) para informar que doou material genético à Polícia Científica de Alagoas para ser utilizado em inquérito que investiga estupro de vulnerável no Estado. No vídeo, o parlamentar disse ser inocente e que "a verdade é soberana".

As acusações chegaram ao parlamentar em março de 2026 durante o encerramento da CPMI do INSS, em que era relator. Na última sessão do colegiado, Alfredo Gaspar foi chamado de "estuprador" pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

À época, Gaspar protocolou uma representação por denunciação caluniosa. O relator da CPMI acionou ainda a Procuradoria-Geral da República (PGR) para cobrar a responsabilização dos dois parlamentares que o acusaram de estupro de incapaz.

Para o deputado, a acusação foi utilizada como "cortina de fumaça" para tirar o foco dos pedidos de indiciamento presentes em seu relatório da CPMI. Entre eles, estava Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O relatório foi derrubado por 19 votos contrários a 12 favoráveis.

"Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta, por membros do Partido dos Trabalhadores, de algo que não pratiquei. A cortina de fumaça, justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. O PT age assim."

Gaspar pediu celeridade no processo de análise do DNA, porque "o Brasil merece resposta imediata" sobre as acusações. No STF, a representação por calúnia está sob relatoria de Gilmar Mendes, que cobrou explicações aos parlamentares.

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Do outro lado, Lindbergh e Soraya protocolaram junto à PGR uma notícia de fato na qual afirmam que Gaspar teria cometido estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, e que o crime teria resultado em uma gravidez. No documento, alegam que a criança foi registrada no nome da mãe da vítima, e que o parlamentar pagou R$ 400 mil para que não fosse denunciado.

No dia seguinte à apresentação, o deputado publicou em suas redes sociais um teste de paternidade e um vídeo com o depoimento da suposta filha do crime. No vídeo, a mulher desmente que seja filha de Alfredo Gaspar e afirma que seu pai na realidade seria o primo do parlamentar, e que seu nascimento foi fruto de uma relação consensual que não vingou.

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