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Câmara dos Deputados

Erundina propõe levar feminicídio cometido por militar à Justiça comum

Proposta busca incluir casos em que o crime ocorra em local sujeito à administração militar ou envolva vítima também militar.

Congresso em Foco

2/5/2026 17:00

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A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) protocolou junto à Câmara o projeto de lei 2.025/2026, que altera o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar para estabelecer que o crime de feminicídio não será considerado crime militar em nenhuma hipótese.

Do ponto de vista jurídico, a proposta busca garantir que casos de feminicídio praticados por militares sejam julgados pela Justiça comum, no Tribunal do Júri, ainda que o crime ocorra em local sujeito à administração militar ou envolva vítima também militar.

Na justificativa, Luiza Erundina afirmou que a Lei 13.491/2017 ampliou a competência da Justiça Militar ao permitir que crimes comuns praticados por militares em serviço fossem julgados nessa esfera. Para a deputada, essa ampliação abriu margem para interpretações inadequadas em casos de feminicídio.

Segundo a parlamentar, o feminicídio tem como motivação a misoginia, ou seja, o ódio, desprezo ou aversão à mulher, e não guarda relação com hierarquia e disciplina militares, que são os bens jurídicos protegidos pela Justiça Militar.

Deputada propõe que todos os casos de feminicídio sejam julgados em Justiça comum.

Deputada propõe que todos os casos de feminicídio sejam julgados em Justiça comum.Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O projeto sustenta ainda que manter esses casos na Justiça Militar pode fragilizar a proteção às mulheres, dificultar o acesso aos mecanismos previstos na Lei Maria da Penha e comprometer a credibilidade da persecução penal.

"A manutenção desses casos na esfera militar fragiliza a proteção às mulheres, dificulta o acesso a mecanismos previstos na Lei Maria da Penha e compromete a credibilidade das instituições responsáveis pela persecução penal."

Caso real

A justificativa cita o caso da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, morta em dezembro de 2025 dentro de um quartel do Exército, em Brasília (DF). Segundo o texto, o ex-soldado Kelvin Barros da Silva teria atacado a vítima com golpes de faca, ateado fogo ao local, roubado a arma de serviço dela e tentado alterar a cena do crime.

O projeto menciona que, ao julgar conflito de competência nesse caso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que feminicídio praticado por militar deve ser julgado pelo Tribunal do Júri quando não houver nexo funcional com a atividade militar, por se tratar de crime comum motivado por violência de gênero.

Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para comissões temáticas antes de ser votada em Plenário.

Leia a íntegra.

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luiza erundina feminicídios câmara dos deputados

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