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Senado
Congresso em Foco
30/4/2026 | Atualizado às 9:04
O senador Márcio Bittar (PL-AC) citou de forma equivocada o cantor Caetano Veloso durante a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A fala ocorreu no contexto do debate sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Ao defender a anistia, Bittar comparou a situação dos presos pelos ataques às sedes dos Três Poderes com a Lei da Anistia de 1979. Segundo o senador, tanto militares quanto integrantes da esquerda foram perdoados à época, incluindo aqueles que teriam defendido a implantação de uma "ditadura do proletariado" .
Nesse contexto, ele afirmou que Caetano Veloso e o jornalista Fernando Gabeira teriam reconhecido esse objetivo e associou o cantor à luta armada no período.
A declaração foi contestada pelo senador Otto Alencar durante a sessão.
"Caetano Veloso nunca pegou em arma, só pegou a vida inteira em violão."
Bittar respondeu que apenas reproduzia uma fala atribuída ao artista, mas manteve o argumento em defesa da anistia e da comparação histórica.
Reação de Caetano
A intervenção de Otto repercutiu fora do Senado e levou Caetano Veloso a se manifestar nas redes sociais. O cantor agradeceu a correção e negou qualquer vínculo com ações armadas, afirmando ter "horror a armas" e destacando sua atuação artística.
Caetano Veloso foi preso em 1968 e viveu no exílio durante a ditadura militar, mas não há registro de participação do artista em organizações armadas.
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