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Congresso em Foco
13/5/2026 14:05
Durante palestra em congresso com empresários da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, o vice-presidente Geraldo Alckmin informou que o Executivo pretende encaminhar em até 15 dias uma resposta à cúpula da União Europeia a respeito da decisão do bloco de restringir a importação de carnes produzidas no Brasil.
"Estamos confiantes nessa questão com a União Europeia. Já tivemos uma reunião do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que é o nosso representante junto à Comissão Europeia. Em 15 dias os esclarecimentos vão ser dados, todas as informações técnicas", disse o vice-presidente.
Confira a fala:
Na terça-feira (12), a UE informou que, a partir de setembro, a entrada de alimentos brasileiros de origem animal no continente ficará restrita, incluindo não só as carnes como também mel, ovos, leite e animais vivos.
Segundo o bloco europeu, os produtores agropecuários e serviços sanitários brasileiros não conseguiram comprovar que a linha de produção está livre da utilização de antibióticos adotados em tratamentos de saúde humana, o que poderia ampliar o risco de resistência microbiana a essas substâncias.
As alegações da UE levantaram preocupações no setor agropecuário brasileiro. No Congresso Nacional, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que a proibição foi fruto de protecionismo de países europeus, e que a restrição sanitária foi implementada antes mesmo da data marcada para inspeção aos exportadores locais.
Alckmin considera que o impasse tende a ser resolvido ao longo das próximas semanas. "Acho que essa questão vai se equacionar, até porque, como colocou bem o ministro André de Paula [Agricultura], nós somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal quanto proteína vegetal", ponderou.
O vice-presidente relembrou que esta não é a primeira vez que a União Europeia resiste à importação de produtos agropecuários brasileiros, e que inclusive esse foi um dos temas mais difíceis na formalização do acordo Mercosul-UE. "Essa relação comercial é sempre sem monotonia, ela é sempre estressante", apontou.