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PESQUISA SUSPENSA
Congresso em Foco
9/6/2026 | Atualizado às 8:33
A AtlasIntel informou que respeitará a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, que suspendeu a divulgação da pesquisa registrada sob o nº BR-06939/2026, publicada em 19 de maio. Em comunicado, a empresa afirmou que está colaborando com a Justiça Eleitoral e que fornecerá os esclarecimentos metodológicos solicitados sobre o levantamento.
O Plenário do TSE analisa nesta terça-feira (9) a decisão liminar de Nunes Marques, que atendeu parcialmente a um pedido do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A legenda questionou a metodologia da pesquisa e alegou que o questionário poderia ter induzido os entrevistados ao associar a intenção de voto a fatos recentes envolvendo o senador.
A controvérsia envolve uma sondagem sobre os efeitos do caso Dark Horse no desempenho eleitoral de Flávio. O levantamento foi realizado entre 13 e 18 de maio e tratava do impacto da divulgação de conversas em que o senador pede dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao suspender a pesquisa, Nunes Marques afirmou ver indícios de "possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado". O ministro determinou que a AtlasIntel retirasse o levantamento de seus canais oficiais e apresentasse, em dois dias, explicações sobre a metodologia empregada.
No comunicado, a AtlasIntel negou qualquer irregularidade. A empresa afirmou que a pesquisa foi realizada sem que o áudio objeto da controvérsia fosse reproduzido aos entrevistados durante a aplicação do questionário principal. Segundo o instituto, os respondentes só tiveram contato com o conteúdo audiovisual após a conclusão integral das perguntas centrais.
A AtlasIntel disse estar "tranquila e confiante" de que a situação será esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia adotada. O instituto também afirmou confiar no colegiado do TSE para reconhecer a "robustez técnica" e a legalidade do estudo.
Veja a íntegra da nota da AtlasIntel divulgada nas redes sociais do instituto:
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