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Banco Master

Gleisi sobre Jaques Wagner: "se tiver comprovação, ele tem que responder"

Deputada diz não acreditar no envolvimento do líder do governo no Senado, mas pede apuração.

Congresso em Foco

19/6/2026 | Atualizado às 12:43

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A deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou, nessa quinta-feira (18), acreditar que o senador Jaques Wagner (PT-BA) não tenha cometido irregularidades no caso investigado pela Polícia Federal envolvendo o Banco Master.

Em entrevista à rádio BandNews FM, em Curitiba, a parlamentar disse confiar na inocência do líder do governo no Senado, mas ressaltou que ele deverá responder à Justiça caso sejam comprovados envolvimento no esquema ou eventual benefício pessoal decorrente das irregularidades apuradas.

"Ouvi ele falando sobre isso. Acredito no Jaques, que ele não tem nada a ver. Agora, se tiver comprovação de envolvimento, de benefício pessoal, ele precisa responder. Ninguém está isento disso."

A declaração foi dada após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão contra o líder do governo no Senado no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Para Gleisi, a existência de uma investigação não significa culpa, mas eventuais irregularidades deverão ser punidas caso sejam comprovadas pelas autoridades.

Deputada defendeu o avanço das investigações e disse que eventual responsabilização deve ocorrer sem prejulgamentos.

Deputada defendeu o avanço das investigações e disse que eventual responsabilização deve ocorrer sem prejulgamentos.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Alvo da PF

Jaques Wagner é um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero e foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF. A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

A investigação cita um imóvel avaliado em R$ 2,45 milhões e transferências financeiras associadas a pessoas ligadas ao grupo econômico investigado.

Os investigadores buscam esclarecer se houve recebimento de vantagens indevidas ou atuação em favor de interesses do banco. A defesa do senador afirma que o apartamento mencionado jamais integrou seu patrimônio.

A decisão que autorizou as medidas também menciona trocas de mensagens e contatos entre o senador e personagens centrais da investigação.

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Defesa

Em manifestação divulgada por sua assessoria, o parlamentar declarou que não é réu, não foi denunciado nem acusado em qualquer procedimento relacionado aos fatos investigados. Segundo a nota, ele acompanha as apurações com tranquilidade e mantém confiança na atuação das autoridades responsáveis pelo caso.

A defesa também afirma que o imóvel citado pela investigação jamais integrou o patrimônio do senador e nega qualquer atuação de Wagner em favor do Banco Master ou de outras instituições financeiras.

Sobre os valores em espécie apreendidos durante a operação, a assessoria informou que os recursos são provenientes de diárias legais, devidamente declaradas, que não foram utilizadas em missões internacionais oficiais.

Por fim, o senador reiterou que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos que forem necessários.

Apoio político a Wagner

O senador também recebeu manifestações de apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que expressou solidariedade ao líder do governo após ele ter sido alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito das investigações sobre o Banco Master.

Alcolumbre defendeu o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência, além de criticar julgamentos antecipados.

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Alcolumbre presta solidariedade a Jaques Wagner após operação da PF

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