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Crimes Cibernéticos

PF faz operação contra anúncios falsos que imitavam serviços públicos

Operação Ad Phishing cumpre nove mandados em quatro estados e apura fraudes com anúncios patrocinados na internet.

Congresso em Foco

1/7/2026 9:03

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Ad Phishing para aprofundar as investigações sobre um esquema de anúncios fraudulentos na internet que utilizava indevidamente a imagem do Governo Federal e de órgãos públicos para dar aparência de legitimidade a páginas falsas que simulavam serviços públicos.

A investigação tramita na Justiça Federal do Distrito Federal e busca identificar todos os envolvidos na fraude, além de dimensionar o alcance do esquema.

Ao todo, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

As ordens foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

Segundo as investigações, foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos, distribuídos por dezenas de páginas e domínios na internet.

Os responsáveis exploravam elementos visuais associados ao governo federal e a instituições públicas, além de recorrer ao uso de inteligência artificial para produzirem conteúdos com aparência oficial e aumentar a credibilidade dos golpes.

Os suspeitos utilizavam inteligência artificial e a identidade visual de órgãos públicos para aumentar a credibilidade dos golpes.

Os suspeitos utilizavam inteligência artificial e a identidade visual de órgãos públicos para aumentar a credibilidade dos golpes.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação, o grupo utilizava anúncios patrocinados em plataformas digitais para impulsionar páginas falsas e ampliar o alcance das fraudes.

Ao clicar nas propagandas, os usuários eram direcionados a sites que reproduziam a identidade visual de órgãos públicos e simulavam a prestação de serviços governamentais.

Essas páginas imitavam portais oficiais, utilizando logotipos, cores, linguagem institucional e outros elementos gráficos para induzir as vítimas a acreditarem que estavam acessando canais legítimos do poder público.

Em alguns casos, o objetivo era obter dados pessoais, como CPF, endereço, telefone e informações bancárias. Em outros, os criminosos levavam as vítimas a realizarem pagamentos indevidos ou contratar serviços inexistentes.

A investigação também aponta que ferramentas de inteligência artificial eram utilizadas para criar textos, imagens e peças publicitárias cada vez mais sofisticadas, dificultando a identificação das fraudes pelos usuários.

Operação amplia ofensiva contra fraudes digitais

A Operação Ad Phishing faz parte da estratégia da Polícia Federal de combate aos crimes cibernéticos e ao uso indevido da imagem de órgãos públicos para aplicação de golpes.

Nos últimos meses, o Governo Federal também intensificou ações para coibir esse tipo de fraude.

Em abril, a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma ação civil pública contra a Meta, controladora do Facebook e do Instagram, alegando falhas no controle de anúncios fraudulentos que utilizavam símbolos, programas e marcas do Governo Federal para enganar usuários.

A ação cita a identificação de mais de 1,7 mil anúncios fraudulentos, muitos deles produzidos com recursos de inteligência artificial, e pede que a empresa adote mecanismos mais eficazes para impedir a veiculação desse tipo de conteúdo.

Leia Mais

AGU move ação contra Meta para impedir golpes com símbolos do governo

Crimes investigados

Os investigados poderão responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro.

As apurações também podem resultar na responsabilização por estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, conforme o grau de participação de cada envolvido.

A Polícia Federal informou que a operação busca reunir novas provas, identificar todos os integrantes da organização criminosa, mapear a movimentação financeira do grupo e aprofundar as investigações sobre a estrutura utilizada para impulsionar os anúncios fraudulentos.

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