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Eleições 2026

TSE libera campanha do governo contra bets durante defeso eleitoral

Nunes Marques considerou que a ação tem utilidade pública e não favorece candidaturas.

Congresso em Foco

15/7/2026 | Atualizado às 10:55

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou o governo federal a veicular uma campanha sobre os riscos das apostas on-line durante o período de restrições à publicidade institucional. A ação poderá ser divulgada entre julho e outubro, durante o chamado defeso eleitoral.

A decisão atende a um pedido da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), responsável pela Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online.

O objetivo é informar a população sobre os impactos das bets, especialmente para a saúde mental, e divulgar os serviços públicos de prevenção, acolhimento e tratamento oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa também pretende orientar os apostadores a reconhecer sinais de perda de controle e procurar ajuda.

Ao analisar o material, Nunes Marques concluiu que a campanha possui caráter de utilidade pública e não apresenta elementos de promoção do governo ou de autoridades. Segundo o ministro, as peças encaminhadas ao tribunal não demonstram finalidade eleitoral nem potencial para beneficiar candidaturas.

"A veiculação da campanha em questão não possui finalidade meramente informativa ou promocional, mas integra a própria política pública de saúde mental."

Decisão do ministro afastou finalidade eleitoral ou promoção de autoridades na campanha.

Decisão do ministro afastou finalidade eleitoral ou promoção de autoridades na campanha.Luiz Roberto / TSE

Governo apresentou peças ao tribunal

Para obter a autorização, a Secom enviou ao TSE as peças da campanha, com materiais visuais, roteiros e conteúdos para rádio.

Segundo o governo, a ação busca orientar a população sobre riscos das apostas, incentivar a busca por ajuda e divulgar medidas de prevenção. Entre os sinais de alerta estão perda de controle sobre tempo e dinheiro, impacto no orçamento e uso das apostas em momentos de estresse. Também há orientação para impedir o acesso de crianças e adolescentes.

A campanha divulgará a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao usuário bloquear o acesso às casas de apostas autorizadas.

A veiculação coincide com novas regras para publicidade das bets, previstas na Portaria SPA/MF 1.964, de 3 de julho de 2026, e na Portaria Interministerial MF/Secom/MJSP 73, de 10 de julho de 2026.

As normas exigem alertas sobre riscos nas propagandas, como dependência e perda de dinheiro, e ampliam a responsabilidade de operadores, veículos e influenciadores. Também proíbem anúncios enganosos ou voltados a menores.

As regras entram em vigor nesta sexta-feira, 17 de julho.

Publicidade é limitada antes das eleições

Desde 4 de julho, órgãos públicos estão proibidos de divulgar publicidade institucional sobre atos, obras, programas, serviços e campanhas. A restrição segue até 25 de outubro, data prevista para um eventual segundo turno das eleições.

A legislação eleitoral permite exceções em casos de grave e urgente necessidade pública, desde que a divulgação seja previamente reconhecida pela Justiça Eleitoral. A regra busca impedir o uso da estrutura e dos recursos públicos para promover governos, autoridades ou candidaturas durante a disputa.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Um eventual segundo turno para presidente da República e governadores ocorrerá em 25 de outubro.

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defeso eleitoral governo federal publicidade bets eleições 2026 TSE

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