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Redes sociais
Congresso em Foco
7/8/2026 | Atualizado às 14:54
O Partido Novo criticou a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, após ela defender que o Discord seja retirado do ar no Brasil.
Em publicação nas redes sociais, a legenda afirmou que Janja "é a cara desse governo: gasta muito e quer censura" e classificou a eventual derrubada da plataforma como medida incompatível com a democracia.
A manifestação do partido ocorreu na quinta-feira (6), depois de Janja pedir atuação do Judiciário para impedir o funcionamento do Discord no país.
A declaração da primeira-dama foi motivada por um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que morreu após se mutilar durante uma transmissão ao vivo na plataforma.
Ao comentar o episódio, o Novo afirmou ser contrário ao bloqueio de redes sociais como forma de enfrentar crimes cometidos nas plataformas.
"O Novo é contra a censura ou derrubada de redes sociais. Se há ilegalidades, quem infringe a lei deve ser investigado e punido. Ordenar a desativação de uma rede social é coisa de ditadura."
Janja defende atuação do Judiciário
A declaração de Janja foi feita durante a cerimônia de sanção da Lei 15.487/2026, que aumenta as penas previstas para crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes, especialmente na internet.
Ao mencionar um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que morreu após se mutilar durante uma transmissão na plataforma, a primeira-dama afirmou que episódios semelhantes exigem uma resposta das autoridades.
Segundo Janja, seria necessário atuar em conjunto com o Judiciário para retirar o Discord do ar.
Ela classificou a plataforma como uma "rede horrorosa" e afirmou que o episódio mencionado não seria um caso isolado.
Veja a fala:
O caso também provocou reação da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão anunciou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar o Discord e pedir a suspensão da plataforma no Brasil.
Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, a AGU aguarda o envio formal, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, das informações reunidas sobre crimes e riscos a crianças e adolescentes no ambiente digital. Com os dados, o órgão pretende apresentar uma ação civil pública contra a plataforma.
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