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Educação

Bancada da Educação prevê prazo para alinhar Enem ao Novo Ensino Médio

Projeto fixa prazo de até um ano para governo regulamentar adaptação da prova ao novo currículo.

Congresso em Foco

13/8/2026 8:42

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A Frente Parlamentar Mista da Educação apresentou um projeto de lei para tornar obrigatória a adequação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao currículo do Novo Ensino Médio.

A proposta, protocolada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), presidente da bancada, estabelece prazo de até um ano para a regulamentação das mudanças após eventual aprovação pelo Congresso.

O projeto de lei 3.227/2026 tenta resolver uma pendência que acompanha a reforma do ensino médio desde 2017.

Apesar das alterações feitas no currículo ao longo dos últimos anos, inclusive com uma nova reformulação aprovada em 2024, o Enem ainda não passou por uma adequação integral ao modelo aplicado nas escolas.

A iniciativa pretende fazer com que a principal avaliação utilizada para ingresso no ensino superior acompanhe o conteúdo e os percursos formativos previstos para os estudantes do ensino médio.

Medida busca reduzir distância entre o conteúdo ensinado nas escolas e o cobrado no exame.

Medida busca reduzir distância entre o conteúdo ensinado nas escolas e o cobrado no exame.Paulo Pinto/Agência Brasil

Prova deve refletir novo currículo

Pelo projeto, a adaptação do Enem deverá considerar não apenas a formação geral básica, mas também os diferentes caminhos previstos na organização curricular da etapa.

O texto inclui ainda a articulação do exame com a formação técnica e profissional, na tentativa de aproximar a avaliação das diferentes trajetórias oferecidas aos estudantes.

Em declaração ao Congresso em Foco, Tabata Amaral afirmou que a mudança no ensino médio perde parte de sua efetividade se o principal exame de acesso às universidades continuar seguindo uma lógica distinta.

"Não adianta mudar o ensino médio sem mudar o Enem. Por isso, como presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, apresentei, junto com a Bancada da Educação, um projeto para garantir que a prova acompanhe o que os estudantes estão aprendendo nas escolas."

A deputada também defendeu que a avaliação reconheça a diversidade de percursos prevista no novo modelo.

"Isso passa também pelos itinerários formativos e pela formação técnica e profissional, que precisam ser valorizados no Enem", acrescentou.

Bancada aponta desigualdade na preparação

Outro argumento apresentado pela presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação é o impacto da falta de alinhamento sobre estudantes de escolas públicas.

Na avaliação de Tabata, parte da rede pública passou a organizar o ensino de acordo com as mudanças curriculares, enquanto escolas privadas continuam direcionando a preparação para conteúdos tradicionalmente exigidos nos vestibulares.

"Hoje, enquanto a escola pública tenta se adaptar ao novo currículo, muitas escolas privadas continuam preparando seus alunos especificamente para o que cai no vestibular."

Segundo a parlamentar, essa diferença pode ampliar a desigualdade entre os candidatos na disputa por vagas no ensino superior.

"Essa distância gera uma enorme sensação de injustiça: o aluno da rede pública estuda uma coisa enquanto quem tem mais condições pode continuar estudando aquilo que será cobrado na prova. Alinhar o Enem ao ensino médio é uma questão de coerência e, principalmente, de igualdade de oportunidades."

Reforma passou por nova mudança em 2024

A reforma do ensino médio foi aprovada inicialmente em 2017 e alterou a estrutura curricular da etapa, com mudanças na carga horária e a adoção de diferentes percursos de formação.

O modelo enfrentou críticas durante sua implementação e foi revisto pelo Congresso em 2024, com novas regras para a formação geral e para os itinerários formativos.

Mesmo com a reformulação, a adequação do Enem permaneceu sem uma definição legal de prazo.

O projeto apresentado pela Bancada da Educação busca preencher essa lacuna e obrigar o Executivo a concluir a regulamentação em até um ano após a entrada em vigor da futura lei.

Leia a íntegra do projeto.

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bancada da educação educação Tabata Amaral enem novo ensino médio

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