Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Projeto prevê fim das bets e dá 180 dias para encerrar operações

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Projeto prevê fim das bets e dá 180 dias para encerrar operações

Projeto de lei prevê pena de dois a cinco anos de prisão para quem mantiver plataformas funcionando após proibição.

Congresso em Foco

25/8/2026 11:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) apresentou o projeto de lei 5.153/2026, que prevê a extinção das apostas de quota fixa e proíbe a exploração, oferta, divulgação e intermediação desse tipo de jogo no Brasil.

A proposta estabelece um período de transição para o encerramento das empresas atualmente autorizadas e cria mecanismos para bloquear plataformas, contas e transações financeiras ligados a operadores que continuarem em atividade.

Deputada argumenta que arrecadação das bets não compensa o custo social da liberação.

Deputada argumenta que arrecadação das bets não compensa o custo social da liberação. Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Proibição gradual

Pelo texto, as autorizações atualmente válidas serão extintas 180 dias após a eventual publicação da lei. Durante esse intervalo, as empresas continuarão submetidas às regras de proteção dos apostadores e não poderão aceitar apostas sobre eventos previstos para depois do fim da transição.

Encerrado o prazo, os canais das plataformas poderão permanecer disponíveis apenas para consulta, saque de recursos e liquidação de apostas já realizadas.

Os operadores terão ainda até 90 dias para pagar os prêmios pendentes e devolver os saldos existentes nas contas dos clientes. A proposta também impede a emissão de novas autorizações para operadoras de bets e determina o arquivamento dos pedidos que ainda não tenham sido definitivamente analisados quando a nova regra entrar em vigor.

Fiscalização

Para dificultar a manutenção clandestina das apostas, a autoridade federal poderá determinar o bloqueio de páginas e domínios, a retirada de aplicativos das lojas digitais, a remoção de publicidade e a interrupção de transações financeiras. As restrições também alcançam carteiras digitais e operações com ativos virtuais, além de serviços e estruturas mantidos no exterior quando utilizados para atender apostadores localizados no Brasil.

O projeto ainda prevê sanções administrativas e cria pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para quem explorar, administrar, organizar ou manter economicamente apostas de quota fixa depois do período de transição.

A punição criminal também poderá alcançar quem financiar a atividade, ocultar seus beneficiários ou fornecer estruturas específicas para movimentar os recursos. O apostador, por sua vez, não será responsabilizado apenas por realizar a aposta.

Argumentos da autora

Na justificativa do projeto, a deputada sustenta que a expansão do mercado de apostas passou a produzir efeitos negativos sobre os índices de consumo e renda familiar no Brasil. Um dos levantamentos citados foi do Comsefaz, que indicou a saída líquida de R$ 62,5 bilhões de contas familiares para empresas do setor.

A deputada também aponta impactos negativos relacionados à saúde pública e considera insuficiente a arrecadação tributária como justificativa para preservar o modelo atual, tendo em vista que "seus custos econômicos e sociais passam a atingir de maneira relevante o orçamento familiar, o consumo produtivo, a saúde e o endividamento da população", escreveu.

Segundo Caroline, a intenção é extinguir as bets sem transferir a punição para os usuários e, ao mesmo tempo, impedir que as empresas simplesmente migrem para estruturas clandestinas.

"Não se propõe punir o cidadão que apostou. A resposta estatal deve se dirigir à estrutura econômica que explora e estimula a atividade", afirmou. A parlamentar defende que os clientes tenham preservados os valores mantidos nas contas e os prêmios adquiridos antes do encerramento das operações.

Nesse sentido, "entre preservar a receita das plataformas de apostas e preservar a renda das famílias brasileiras, a prioridade do Estado deve estar com as famílias".

Veja a íntegra do projeto.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Caroline de Toni Jogos de apostas projeto de lei câmara dos deputados

Temas

Congresso

LEIA MAIS

REDUÇÃO DA JORNADA

Omar Aziz mantém texto da Câmara para acelerar PEC do fim da 6x1

ELEIÇÕES 2026

Só 27 parlamentares em fim de mandato não disputarão as eleições

DEPUTADA X SENADOR

Erika Hilton desafia Flávio Bolsonaro a debater fim da escala 6x1

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES