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DINHEIRO PÚBLICO

Confira a íntegra do orçamento de 2027 e veja os principais números

Proposta prevê R$ 7,45 trilhões em despesas, salário mínimo de R$ 1.741 e recursos para Bolsa Família, PAC e emendas parlamentares.

Congresso em Foco

1/9/2026 | Atualizado às 8:47

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O projeto de Orçamento de 2027 enviado pelo governo ao Congresso prevê R$ 7,45 trilhões em despesas e salário mínimo de R$ 1.741. A proposta considera crescimento de 2,46% da economia, inflação de 3,6%, dólar médio de R$ 5,22 e Selic média de 12,53%. Do total, R$ 5,12 trilhões estão no Orçamento Fiscal, R$ 2,12 trilhões na Seguridade Social e R$ 209,25 bilhões em investimentos das estatais.

Detalhes da proposta foram apresentados, horas antes do envio do projeto ao Congresso, pelos ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento.

Confira a íntegra do Orçamento de 2027.

Projeto de lei orçamentária foi detalhado pelo ministro Dario Durigan, da Fazenda, horas antes do envio da proposta ao Congresso.

Projeto de lei orçamentária foi detalhado pelo ministro Dario Durigan, da Fazenda, horas antes do envio da proposta ao Congresso. Pedro Ladeira/Folhapress

As despesas primárias, destinadas a políticas públicas e ao funcionamento do Estado, somam R$ 3,42 trilhões. Delas, 92% são obrigatórias, o que reduz a margem do governo para escolher onde gastar. Entre os principais compromissos estão R$ 1,22 trilhão em benefícios previdenciários, R$ 610,59 bilhões em transferências constitucionais e legais e R$ 474,08 bilhões com pessoal.

Bolsa Família, saúde e educação

O Bolsa Família terá R$ 155,8 bilhões, com previsão de atender 19,8 milhões de famílias. Para o Gás do Povo, que garante recarga gratuita do botijão a famílias de baixa renda, estão previstos R$ 7,6 bilhões, suficientes para alcançar cerca de 15,4 milhões de famílias.

Entre os ministérios, a maior dotação é a da Previdência Social, com R$ 1,24 trilhão. Desenvolvimento e Assistência Social terá R$ 324,29 bilhões; Saúde, R$ 287,87 bilhões; Educação, R$ 246,32 bilhões; Defesa, R$ 147,68 bilhões; e Justiça e Segurança Pública, R$ 27,52 bilhões.

O governo destaca R$ 53,61 bilhões vinculados a objetivos de atenção primária e especializada em saúde, incluindo redução das filas de procedimentos eletivos e ampliação da Estratégia Saúde da Família.

PAC e investimentos

O Novo PAC contará com R$ 102,1 bilhões nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade, além de R$ 94,96 bilhões em investimentos das estatais.

Entre as ações previstas estão R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida, R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano e R$ 667,2 milhões para drenagem e prevenção de inundações. O programa também reúne investimentos em rodovias, saúde, defesa e infraestrutura hídrica.

Além do PAC, as prioridades incluem combate à fome e às desigualdades, educação básica, saúde, neoindustrialização, emprego e renda e enfrentamento da emergência climática.

R$ 44,7 bilhões para emendas

O projeto reserva R$ 44,7 bilhões para emendas parlamentares impositivas: R$ 28,4 bilhões para as individuais de deputados e senadores e R$ 16,3 bilhões para as bancadas estaduais. Os parlamentares definirão a destinação desses recursos durante a tramitação do Orçamento.

Meta de superávit

A meta fiscal para 2027 tem como centro superávit primário de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo.

O governo projeta resultado positivo de R$ 18,6 bilhões antes das compensações permitidas pelas regras fiscais. Com R$ 64,6 bilhões em compensações, principalmente de precatórios, o resultado considerado para cumprimento da meta chega a R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do PIB.

O texto também incorpora os primeiros efeitos da reforma tributária do consumo. A estimativa é arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS e R$ 42 bilhões com o Imposto Seletivo, enquanto PIS, Cofins e IPI perdem espaço durante a transição para o novo sistema.

O projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e depois pelo Plenário do Congresso, onde deputados e senadores poderão apresentar mudanças antes da sanção presidencial.

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