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Congresso em Foco
16/9/2026 19:20
Em encontro com líderes evangélicos do Brasil e dos Estados Unidos nesta quarta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ter rejeitado convites para discursar sobre política em cerimônias religiosas. O presidente disse ser contrário ao uso de espaços de fé para atividades político-partidárias.
"Eu me recuso toda vez que pede alguém para ir numa igreja falar de política, eu não vou. (...) Então não me convide para ir numa assembleia fazer um comitê que eu não vou, não vou nem na católica e nem na evangélica, porque eu respeito a fé das pessoas, se eu quiser fazer política e comitê eu faço na rua, mas na igreja eu não faço", declarou.
Veja a fala:
Segundo Lula, levar disputas eleitorais para ambientes religiosos desrespeita a relação dos fiéis com suas crenças. "Eu respeito muito a fé das pessoas, eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus", disse.
Símbolos partidários
Lula também relembrou as dificuldades que enfrentou ao longo de sua trajetória para explicar a inspiração religiosa que associava aos símbolos do PT. Fundado em 1980, o partido reuniu, entre seus integrantes, lideranças católicas romanas que haviam atuado contra a ditadura militar.
"Quando eu criei o meu partido, eu passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido. Eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira", comentou.
O presidente acrescentou que também recorria a referências religiosas para explicar sua própria imagem nas primeiras disputas eleitorais. "Depois que eu passei anos explicando a bandeira vermelha e a estrela, eu passei a explicar a minha barba. Por que que eu tinha barba? Eu falava Jesus Cristo era barbudo. Mas isso não convence aqueles que são contra, porque tem gente que não quer ser convencido".
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