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Eleições

Campanha de Flávio vê usurpação em decisão de Dino sobre Nossa Senhora

Jurídico do candidato defende decisão de Mendonça e critica ordem que restabeleceu posts sobre Nossa Senhora Aparecida.

Congresso em Foco

27/9/2026 16:39

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste domingo (27) a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou a ordem de André Mendonça para remoção de publicações sobre Nossa Senhora Aparecida.

Em nota, o jurídico do candidato afirmou que houve "usurpação constitucional de competência" da Justiça Eleitoral.

Dino cassou a decisão de Mendonça, tomada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e determinou o restabelecimento de conteúdos que haviam sido retirados das redes sociais.

O caso teve origem em uma representação apresentada pela campanha de Flávio contra publicações que relacionavam o candidato ou sua família a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Campanha de Flávio diz que decisão de Dino interfere na competência da Justiça Eleitoral.

Campanha de Flávio diz que decisão de Dino interfere na competência da Justiça Eleitoral.Reprodução / Youtube

A campanha sustenta que a informação é falsa e afirma que a controvérsia reproduz uma desinformação que já havia circulado em 2018. Segundo a nota, o conteúdo voltou a ganhar força às vésperas da eleição e levou o jurídico a recorrer ao TSE por propaganda desinformativa.

Confira a íntegra da nota.

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Na sexta-feira (25), Mendonça havia determinado a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet e de conteúdos que reproduzissem o mesmo núcleo factual.

A postagem dizia que uma "família miliciana" havia decidido "atacar Nossa Senhora Aparecida", sem mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro. Mendonça considerou que a publicação apresentava como verdadeiro um fato que classificou como objetivamente falso.

O jurídico de Flávio argumenta que a decisão seguiu o rito da Justiça Eleitoral, foi distribuída por sorteio e seria submetida ao plenário do TSE.

A nota também destaca que Mendonça excluiu expressamente da ordem conteúdos jornalísticos, críticas, sátiras, opiniões políticas e debates sobre religião que não apresentassem como verdadeiro o fato contestado pela campanha.

A campanha cita ainda dispositivos da Resolução 23.610 do TSE que tratam da atuação das plataformas diante de conteúdos considerados notoriamente inverídicos e da reprodução de material já atingido por ordem de indisponibilização.

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Ao derrubar a ordem, Dino afirmou que não havia, naquele momento, elementos suficientes para justificar uma restrição daquela dimensão às liberdades de expressão e religiosa. O ministro determinou que as plataformas restabelecessem a publicação de Tabet e outros conteúdos retirados com base na decisão de Mendonça.

Na nota, a campanha questiona a intervenção do STF em uma decisão tomada no âmbito da Justiça Eleitoral. O jurídico afirma que causa "perplexidade" que a fiscalização da propaganda de uma campanha presidencial seja revista por um órgão que considera "estranho à Justiça Eleitoral".

O documento também critica a forma como o caso chegou a Dino. Segundo a campanha, a decisão teria sido tomada a partir de um pedido dirigido especificamente ao ministro, sem livre distribuição.

O jurídico afirma que princípios como juiz natural, impessoalidade e livre distribuição teriam sido "absolutamente subvertidos". Essas afirmações representam a posição da campanha de Flávio Bolsonaro.

Ao final, o jurídico afirma que o TSE vem retirando outros conteúdos considerados desinformativos durante a campanha, inclusive publicações que associavam Lula ao PCC e vídeos do candidato Romeu Zema.

Para a campanha de Flávio, seria contraditório impedir a atuação da Justiça Eleitoral justamente no episódio que classifica como um dos conteúdos falsos de maior repercussão da disputa presidencial.

"Descredenciar a Justiça Eleitoral já foi tido como crime à democracia e causa lamento que agora não se entenda mais assim."

O texto conclui acusando Dino de liberar novamente uma informação que a campanha considera falsa.

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