“Nós somos a favor da PEC. (...) Não é um grande passo, mas é um passo adiante. A gente precisa lutar contra essa escalada da violência, que amedronta as famílias brasileiras.” Efraim Filho (PL-PB) — Senador
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Emenda
Congresso em Foco
3/11/2026 | Atualizado às 16:58
AO VIVO Atualizado às 18h04 · 6 atualizações Acompanhar ao vivo ↓
O Senado Federal vota nesta terça-feira (3) a PEC da Segurança Pública (18/2025), proposta apresentada pelo governo Lula que altera a Constituição para endurecer regras relacionadas ao combate ao crime organizado, facções e milícias.
A votação foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e será o principal item da pauta semana do Plenário. O texto analisado busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança, reorganizar competências da União, Estados e municípios.
A proposta chega ao Plenário com parecer do Rogério Carvalho (PT-SE), realizado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para ser aprovada, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
O Senado já aprovou um calendário especial para acelerar a análise da matéria. O procedimento dispensou as cinco sessões de discussão normalmente exigidas antes do primeiro turno e outras três previstas para o segundo turno.
Acompanhe:
“Nós somos a favor da PEC. (...) Não é um grande passo, mas é um passo adiante. A gente precisa lutar contra essa escalada da violência, que amedronta as famílias brasileiras.” Efraim Filho (PL-PB) — Senador
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), anunciou apoio ao parecer de Rogério Carvalho (PT-SE), que preserva o texto da PEC da Segurança Pública aprovado pela Câmara e recomenda a tramitação separada das emendas sobre maioridade penal. A senadora defendeu o encaminhamento do relator como forma de construir consenso para a aprovação da proposta.
"Nós podemos ter uma aprovação unânime da PEC da Segurança, ou quase unânime da PEC da Segurança", declarou. Teresa argumentou que a separação das emendas não impede o debate sobre a maioridade penal, que poderá ser aprofundado em proposta autônoma.
O líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou apoio da bancada à aprovação da PEC da Segurança Pública sem alterações. O senador defendeu a definição das competências da União, dos Estados e dos municípios no combate ao crime organizado e a criação do Ministério da Segurança Pública.
"O MDB é a favor da aprovação da PEC como ela está", declarou. Braga também manifestou apoio à emenda de Camilo Santana (PT-CE) para reduzir a maioridade penal em crimes hediondos, mas defendeu que o assunto seja discutido em proposta separada.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o requerimento sobre a maioridade penal. O congressista alega que a separação do debate, no lugar de uma votação de destaque à PEC original, retira dos membros da atual legislatura o direito de deliberar a matéria. "Eu peço aos nobres pares que nos garantam o direito de legislar", disse.
Terminada a leitura do parecer, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) abriu a discussão sobre requerimento do relator para que as emendas relacionadas à maioridade penal sejam apartadas em uma PEC separada.
Ao iniciar a leitura de seu parecer em Plenário, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) rejeitou a emenda de Rogério Marinho (PL-RN) para reduzir a maioridade penal. O senador argumentou que o assunto exige discussão específica e que sua inclusão na PEC da Segurança Pública "suprimiria as instâncias de debate adequadas".
Carvalho também rejeitou a emenda de Camilo Santana (PT-CE), que propõe a responsabilização penal aos 16 anos por crimes hediondos. O relator recomendou que ambas tramitem em conjunto, como propostas separadas, sem alterar o texto principal da PEC.
Temas
LEIA MAIS
ELEIÇÃO NO SENADO
REFORMA TRIBUTÁRIA