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Corrupção
Congresso em Foco
Autoria e responsabilidade de Lucas Neiva
23/11/2021 | Atualizado 24/11/2021 às 8:15
O dinheiro foi utilizado para expandir a influência de Barros sobre o Partido Progressista, e financiar não apenas a sua campanha, como também as campanhas de seus aliados dentro da legenda.
O pagamento foi inicialmente enviado à diretoria do partido, para dar ar de legalidade à verba. "Como forma de falsear que as 'contribuições' estavam sendo realizadas em pagamento à solicitação ilícita , o denunciado Ricardo José Magalhães Barros, com a concordância dos denunciados Eduardo de Queiroz Galvão e Jean Alberto Luscher Castro, [sócios das empresas compradas pela Copel] decidiram que as doações seriam realizadas formalmente em favor da Direção Nacional do Partido Progressista (PP), da qual o denunciado Ricardo Barros era integrante", relatam.
Em seguida, Barros novamente teria utilizado sua influência para recuperar o valor. "Valendo-se do poder e influência que possuía na Cúpula do Partido Progressista, ocupando posição de destaque na Comissão Executiva Nacional, na função de Tesoureiro, o denunciado Ricardo José Magalhães Barros fez com que os valores recebidos pelo Diretório Nacional fossem transferidos, parte ao próprio denunciado Ricardo Barros, e a maior parte a outros candidatos por ele apontados".
Em nota, Ricardo Barros negou as acusações, afirmando que a aquisição das empresas estava inclusive abaixo do valor de mercado. O deputado também afirma que as denúncias encaminhadas ao MPPR eram parte de uma campanha de ativismo político, procurando impactar sobre a tramitação da PEC05/2021, que altera o funcionamento do Conselho do Ministério Público e era debatida na Câmara no período em que a denúncia foi protocolada.
"Repudio o ativismo político do MP, o vazamento de informações sigilosas e a criminalização das doações oficiais. Provarei mais uma vez a minha boa fé, como já provei em outras acusações do Ministério Público”, declarou o parlamentar na nota. Ao todo, três crimes foram imputados ao líder.
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