Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. A revolução educacional necessária e o radicalismo ideológico | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Instituições, confiança e o exemplo que vem de cima

Marcus Pestana

Em ano de Copa, a política fiscal vai jogar por um empate

Marcus Pestana

Raul, uma estrela maior

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

A revolução educacional necessária e o radicalismo ideológico

Marcus Pestana

Marcus Pestana

18/5/2019 | Atualizado 10/10/2021 às 16:25

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

"Governo demonstra dificuldades de abandonar a retórica de palanque", avalia Marcus Pestana
A prioridade para a educação povoa, desde que o mundo é mundo, o discurso dos líderes políticos. Quase sempre de forma apenas retórica, vazia, carente de diagnósticos precisos e estratégias corretas de transformação efetiva da realidade. É preciso levar a discussão educacional para além dessa usual torrente de obviedades, platitudes e boas intenções. Se o problema fosse só a superficialidade do debate ou a ineficácia das políticas públicas, estaríamos numa plataforma melhor para a virada do jogo. Mas não. Como se não bastassem os graves problemas presentes, a educação brasileira patina, neste exato momento, no pântano do radicalismo ideológico que teima em tirar o foco das questões essenciais e substantivas. Na última quarta-feira, dezenas de milhares de pessoas em mais de duzentas cidades foram às ruas contra cortes orçamentários nas Universidades. Não eram apenas eleitores da oposição a Bolsonaro. É verdade que a esquerda universitária e o movimento sindical dos professores têm dificuldade de aceitar a legitimidade de Bolsonaro, que é, gostemos ou não, o presidente de todos os brasileiros, democraticamente eleito. Mas o governo também demonstra dificuldades de abandonar a retórica de palanque, o que ficou claro nas atitudes do Ministro da Educação que se esmerou em apagar incêndio com mais gasolina e na frase do Presidente chamando os manifestantes de “idiotas úteis”. À margem disso tudo, está a vida real. O cotidiano das crianças e jovens no sistema educacional brasileiro. No ranking internacional PISA, que mede o desempenho da educação em 73 países, não estamos bem na foto: 59º. lugar em leitura, 63º. em ciências e 65º. em matemática. Temos 27% de analfabetos funcionais entre os brasileiros de 15 a 65 anos. A cobertura de creches para a primeira infância, que está provado é o período que define a capacidade de desenvolvimento cognitivo e dos talentos e habilidades das crianças, não cobre um terço da necessidade. A evasão no ensino médio é ainda grande. Mais do que guerrilha ideológica, parta de onde partir, precisamos de ideias claras, projetos consistentes, ações concretas, certo pragmatismo e boa gestão. Menos retórica ideológica, mais ação transformadora. A receita para uma boa educação não é nenhum segredo ou fórmula mágica. Avaliação de desempenho, qualificação e valorização de professores, foco em metas e prêmio por resultados, mobilização e participação intensa das famílias, descentralização e fortalecimento das diretoras para que a escola seja menos estatal e mais comunitária, introdução de novas tecnologias pedagógicas para que o quadro negro possa competir com a "lan house", transformação da escola num ambiente lúdico e acolhedor que mobilize a atenção das crianças e dos jovens. Ou seja, há bússolas e planos de ação baseados em evidências nacionais e internacionais e em experiências exitosas mesmo em municípios pobres como Sobral, no Ceará, Teresina, Oeiras e Cocal dos Alves, no Piauí, que não deixam o pessimismo tomar conta e mostram que outra educação é possível. Educação é cidadania, cultura, dignidade, qualificação de capital humano, aumento de produtividade. Em última instância, só ela pode transformar o Brasil. Chega de baboseira ideológica rasteira, vamos arregaçar as mangas e dar uma guinada na educação brasileira. > Leia os últimos textos de Marcus Pestana >> Olavo versus militares: populismo ou institucionalismo? >> Cultura é identidade, entretenimento e produção
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

educação Jair Bolsonaro governo Bolsonaro Abraham Weintraub cortes nas universidades cortes na Educação

Temas

Colunistas
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES