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9/8/2017 | Atualizado 10/10/2021 às 16:32

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As redes sociais a todo instante divulgam vídeos de cenas repugnantes praticadas por milícias, policiais e militares contra o povo venezuelano. Em uma delas, em plena luz do dia e na presença de várias pessoas, milicianos abordam um cidadão com gritos e ameaças para, afinal, assassiná-lo a tiros à queima-roupa. Cena brutal! Por outro lado, no Rio de Janeiro, Fuzileiros Navais, patrulhando ruas de uma comunidade dominada por traficantes, abordam um motociclista para submetê-lo à revista, vulgarmente conhecida como “baculejo”. O homem, acompanhado da mulher, desce da moto e fica próximo a uma parede, enquanto um dos fuzileiros se aproxima e lhe pede a identidade. A mulher, que ficara perto na motocicleta, entrega o documento. A partir daí, começa a revista. O militar pede ao homem que se encoste de frente para a parede. Ele resiste. A mulher reclama. O militar insiste: - Cidadão, encoste na parede e abra as pernas, eu vou revistá-lo! Começa uma longa insistência para que o cidadão facilite a revista. Ele resiste, e a mulher, filmando, incentiva a desobediência e busca apoio dos transeuntes. Ninguém se manifesta, e o imbróglio continua: - Cidadão, encoste na parede e abra as pernas, vou revistá-lo! O tom de voz fica alterado, mas os gestos permanecem firmes. O homem resiste, a mulher filma e busca apoio. Os demais militares que fazem parte da patrulha vigiam as pessoas e os prédios vizinhos, preparados para reagir às balas de traficantes. Não há confronto. O militar, finalmente, dobra a resistência do cidadão após mais de dez pedidos de obediência, e, então,  faz a revista. Nada é encontrado. Em seguida, o homem é instado a mostrar o que está dentro do baú da moto – a operação na comunidade é de combate ao tráfico de drogas e contrabando de armas –; novamente há desobediência. O homem resiste, a mulher filma, e o fuzileiro insiste: - Cidadão, retire tudo de dentro da moto. – Não, tire você! Responde o homem. O militar pondera que não pode colocar a mão dentro do baú, sob pena de ser acusado de plantar drogas ou armas; procedimento correto. Após mais dez vozes de mando, o cidadão obedece e o militar, verificando não haver nenhuma irregularidade, libera o motociclista agradecendo-lhe, em tom irônico, a colaboração, e segue em sua missão. O vídeo, que viraliza na internet, dura cerca de 15 minutos e deve servir de exemplo para a população. As forças de segurança existem para manter a ordem e garantir os direitos constitucionais de todos. O enfrentamento entre o cidadão, policiais e militares não deve ser a prática em momentos de tensão. O cidadão deve exigir respeito, e os membros das forças devem respeitá-lo; no entanto, é necessária a compreensão de que a desobediência ao cumprimento das leis nos levará ao inevitável rompimento da ordem pública. A falsa segurança oferecida pelos bandidos é mais uma ameaça contra os moradores das cidades que, amedrontados, não denunciam os chefes do tráfico, não indicam os esconderijos de drogas e vivem sob o jugo de marginais que atormentam a vida de todos nós. Se cada cidadão de bem facilitar as revistas e colaborar com as forças de segurança, mais rápido chegaremos ao verdadeiro estado de direito e paz social.
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Rio de Janeiro polícia violência Exército militares crise brasileira fuzileiros navais

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