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Trama golpista: STF julga núcleo militar; veja quem pode virar réu

Grupo é formado por militares da ativa e da reserva do Exército, além de policial federal. Julgamento deve se estender de terça a quarta.

Congresso em Foco

19/5/2025 8:08

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Bolsonaro e o ex-comandante de Operações Especiais, dos kids pretos, general Mário Fernandes, que já virou réu, acusado de participar da trama golpista.

Bolsonaro e o ex-comandante de Operações Especiais, dos kids pretos, general Mário Fernandes, que já virou réu, acusado de participar da trama golpista.Isac Nóbrega/Presidência da República

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta terça-feira (20) o julgamento que pode praticamente dobrar o número de militares acusados de participar da tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin. A Primeira Turma da Corte analisará a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 integrantes do chamado "núcleo de ações táticas", considerado o braço operacional da trama.

São eles:

  • Bernardo Romão Corrêa Netto (coronel)
  • Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel)
  • Estevam Theophilo (general)
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel)
  • Hélio Ferreira (tenente-coronel)
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel)
  • Nilton Diniz Rodrigues (general)
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel)
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel)
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel)
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel)
  • Wladimir Matos Soares (policial federal)

Atualmente, 12 militares já se tornaram réus por decisão do STF. Caso a nova denúncia seja aceita, esse número subirá para 23, excluindo dessa conta o ex-presidente Jair Bolsonaro, já denunciado em outro processo. A expectativa entre magistrados e integrantes do Ministério Público é que a acusação seja recebida, como já ocorreu com os demais núcleos da organização criminosa.

Ao todo, o Supremo aceitou denúncia contra 14 acusados por participação na trama golpista.

O grupo em julgamento é formado por militares da ativa e da reserva do Exército muitos deles com formação em Forças Especiais e conhecidos como "kids pretos" além do policial federal Wladimir Matos Soares. A PGR afirma que o núcleo tático era responsável por articular ações concretas para pressionar o Alto Comando do Exército e impedir a posse de Lula. As ações incluíam a elaboração de cartas, mobilização de colegas e até o planejamento de sequestros e assassinatos.

Segundo os investigadores, os militares tramavam a chamada operação "Punhal Verde Amarelo", que previa o assassinato de Lula, Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. O grupo também teria atuado para direcionar protestos antidemocráticos após a derrota de Bolsonaro nas urnas, manipulando manifestações e acampamentos diante de quartéis, bloqueios de rodovias e outros atos pela intervenção militar.

Novas provas

Na última semana, a Polícia Federal encaminhou ao STF áudios em que Wladimir Soares, preso desde novembro, fala em "matar meio mundo de gente". As gravações foram entregues ao gabinete de Alexandre de Moraes às vésperas do julgamento e aumentaram a tensão entre os acusados.

Outras mensagens reveladas pela investigação mostram Soares lamentando que Bolsonaro não tenha conseguido "os jogadores certos" para levar o plano adiante. Em conversas privadas, ele ainda ofende generais que não aderiram à tentativa de golpe, como Hamilton Mourão e Valério Stumpf Trindade.

Pressão sobre a cúpula militar

A denúncia da PGR aponta que os acusados promoveram reuniões em Brasília com objetivo de influenciar os comandantes das Forças Armadas. Em uma das mensagens, o coronel Bernardo Corrêa Netto convida colegas das Forças Especiais para discutir estratégias de pressão. Um dos encontros ocorreu no salão de festas de um edifício na 305 Norte, onde foi discutida a redação de uma carta de apoio ao golpe.

A proximidade de alguns envolvidos com o alto comando do Exército também é destacada pela acusação. O general Nilton Diniz Rodrigues, por exemplo, aparece nas mensagens como interlocutor chave por ser assistente do então comandante do Exército, general Freire Gomes. Apesar disso, militares da cúpula avaliam que Nilton pode ser inocentado por não ter aderido efetivamente à conspiração.

A defesa do general afirma confiar no julgamento do STF e sustenta que sua inocência está comprovada, inclusive por depoimentos como o do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Julgamento deve durar dois dias

Por envolver maior número de acusados do que os núcleos anteriores, o julgamento será dividido em duas sessões, marcadas para os dias 20 e 21 de maio. A Primeira Turma do STF é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino.

Caso a denúncia seja aceita, os acusados passarão a responder a mais uma ação penal na Suprema Corte, elevando para 33 o total de réus por envolvimento na tentativa de golpe. A única denúncia ainda pendente é a que envolve o empresário Paulo Figueiredo, que vive fora do país.

STF torna réus seis acusados de compor núcleo 2

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