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Briga entre governo e oposição paralisa CPI das ONGS

Congresso em Foco

27/11/2007 | Atualizado às 17:16

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Uma "guerra" declarada entre governo e oposição na CPI das ONGs adiou, pela terceira vez consecutiva, a votação de 30 requerimentos. A diferença dos outros dois adiamentos com o da sessão encerrada agora há pouco não foi a falta de quórum. Desta vez, os governistas, liderados pelo senador Sibá Machado (PT-SC), destacaram 12 requerimentos que não deveriam ser aprovados por orientação da base de apoio ao governo.

Não há data para uma nova reunião e os dois lados tentarão buscar um entendimento, cada vez mais díficil de ser construído, segundo apurou o site.

Contando com a maioria dos votos, Sibá conseguiu impedir, pelo menos por enquanto,  requerimentos de convocação ou quebra de sigilo, todos incômodos para a base do  governo no Senado. Entre eles estão: a Unitrabalho, do churrasqueiro do presidente Lula, Jorge Lorenzetti; a Associação para Projetos de Combate à Fome (Agora), do amigo do presidente Lula, Mauro Farias Dutra; a Fetraf-sul, ligada à líder do PT, Ideli Salvatti (SC); e a Fundação Banco do Brasil.

A oposição ameaçou, além de sair da sessão, enterrar a CPI que não teria mas razão de existir sem a investigação destes casos."Não serei companheiro para essa tragédia", defendeu o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Já o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) voltou a citar às ligações da filha do presidente Lula, Lurian Cordeiro, com a ONG Rede 13. A entidade é alvo de denúncias, ainda na CPI dos Bingos, e teve atuação no início do governo Lula em Santa Catarina. Segundo Fortes, o governo não estaria respeitando um acordo de não investigar a ONG Alfabetização Solidária, criada pela Dona Ruth Cardoso, ex-primeira-dama. Em troca, a oposição não tocaria na entidade de Lurian. Isso porque o senador Sibá Machado apresentou requerimento pedindo informações sobre repasses do Ministério da Educação para a ONG de dona Ruth.

O acordo previa blindagem de lado a lado, como antecipou o Congresso em Foco, ainda no dia 30 de outubro (leia mais)

"Essa moça foi vítima de uma gangue", disse Heráclito ao tentar justificar a atuação de Lurian na Rede 13. Mas no final da sessão, o senador do DEM foi mais duro com as pretenções do governo de investigar a ONG da esposa do ex-presidente Fernando Hernique Cardozo."O PT tem essa mania. Sabe que está no banco dos réus e quer companhia", disparou Heráclito, autor do requerimento que criou a CPI.

Do outro lado, Sibá Machado disse que os requerimento destacados por ele são muito "abertos". "É natureza da CPI esse tipo de confronto político, mas eles estão jogando esses requerimentos para ver se aparece qualquer coisa", rebateu o senador do PT.   

Considerado "soldado" do governo na comissão de inquérito, Sibá teve apoio dos senadores do PMDB, incluindo o líder do partido, senador Valdir Raupp (RO). Na terça-feira passada, a ação de uma tropa de choque do PMDB resultou no adiamento da sessão. Pela primeira vez desde a criação da comissão, estiveram em uma reunião os senadores peemedebistas Valdir Raupp (RO) e Leomar Quintanilha (TO). Os senadores do PMDB tinham a missão de derrubar todos os requerimentos de convocação ou quebra de sigilo.

Temendo uma derrota, a oposição não compareceu à sessão. Assim, anulou o quórum para que os requerimentos não fossem sequer votados – e, por fim, derrubados. A divisão entre governo e oposição na CPI dá uma vantagem de pelo menos três votos nas votações para quebra de sigilo. Hoje (27), a oposição também se recusou a votar em bloco o restante dos requerimentos, prolongou a discussão e com a ordem do dia interropeu a sessão sem nenhuma votação. (Lúcio Lambranho)


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