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Cris Monteiro
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Cidades
26/2/2026 17:00
Em meados de 2024, quando o governador Tarcísio anunciou a transferência da sede administrativa do Governo do Estado para o centro de São Paulo, a proposta foi vista por muitos como uma decisão ousada. Tirar a estrutura do poder público do Morumbi e levá-la para uma região marcada por degradação urbana, criminalidade e presença de cracolândias exigia coragem política e capacidade de execução.
Aproximadamente dois anos depois, a decisão deixa de ser apenas simbólica e começa a se materializar como uma importante iniciativa de requalificação urbana. Foi assim que grandes cidades ao redor do mundo conseguiram recuperar áreas degradadas. Em Medellín, equipamentos públicos e serviços estatais foram instalados em regiões dominadas pela violência. Em Berlim, após a reunificação, o governo federal transferiu seu distrito administrativo para áreas degradadas do antigo lado oriental. Em Londres, a presença institucional foi decisiva para transformar os antigos Docklands em um novo polo econômico.
Nesta quinta-feira (26), o projeto do novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo será levado a leilão na B3. Duas propostas já foram apresentadas por consórcios de grande porte, com investimento estimado em quase R$ 6 bilhões.
A presença do Estado no centro aumenta a circulação de pessoas, estimula a atividade econômica, atrai serviços, valoriza imóveis históricos e reforça a sensação de segurança. Não se trata apenas de estética. Revitalizar deve ser entendido como política pública com impacto direto na segurança urbana, no desenvolvimento econômico e na qualidade de vida da população.
O movimento já conta, inclusive, com respaldo da sociedade. Levantamento do Instituto Datafolha mostra que 64% dos paulistanos avaliam o projeto como bom ou ótimo, índice que chega a 66% entre moradores e trabalhadores da região central. Mais significativo ainda é o fato de que, quando as pessoas recebem mais informações sobre o projeto, a aprovação sobe para 79%. O apoio existe. O desafio agora é ampliar a comunicação e garantir transparência para que a população acompanhe cada etapa dessa transformação.
É natural que uma iniciativa dessa magnitude gere dúvidas e questionamentos. Projetos urbanos estruturantes exigem tempo, planejamento e continuidade. Mas também é importante reconhecer quando uma cidade decide enfrentar seus problemas de frente.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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