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Agenda 2030: por que ela importa ao Brasil?

Alessandra Nilo

Alessandra Nilo

15/11/2018 | Atualizado 10/10/2021 às 15:49

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A Agenda 2030 se refere a um plano que indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ligados às dimensões econômica, social e ambiental, ensina Alessandra Nilo

A Agenda 2030 se refere a um plano que indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ligados às dimensões econômica, social e ambiental, ensina Alessandra Nilo

A Agenda 2030 é um tipo mapa orientador sobre políticas públicas que, se seguido, garantirá ao Brasil um lugar no desenvolvimento sustentável. Foram três anos de intensos debates na ONU para, finalmente, aprovar a Resolução 70/1/2015 que estabelece a Agenda 2030 e pactua os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Esta é uma Agenda inspiradora, criada para orientar não apenas os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mas também o setor privado sobre como melhor cuidar das pessoas e do planeta. Ela também define metas específicas para erradicar a pobreza extrema e fome, enfrentar desigualdades e injustiças e, muito importante, como garantir o progresso sem deixar ninguém fora dele, sem deixar ninguém para trás.

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No contexto político nacional, a Agenda 2030 se torna mais do que nunca o melhor plano de trabalho para qualquer gestão executiva, parlamento ou sistema judiciário, minimamente séria e comprometida em corrigir erros. Negá-la é mostrar péssimas intenções com o Brasil e alienar-se da possibilidade de superar as tantas crises que nos dominam.

Lamentavelmente, num país invadido pela desinformação e pelas fake news, ainda estamos longe dos ODS. Mas isso pode ser corrigido e várias organizações, entre elas o Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 (GTSC), tem redobrado esforços em divulgar a Agenda 2030, inclusive com registro de toda a história da sua negociação, na qual o Brasil teve um papel protagonista.

É preciso que cada brasileiro e cada brasileira que hoje buscam soluções, conheçam o resultado do que foi a mais complexa – e também mais participativa – negociação global ocorrida nas Nações Unidas. Sua vitória foi exatamente alinhar temas diversos nas áreas social, econômica e ambiental e, mesmo longe de ser a agenda ideal que sonhamos, seu resultado consensuado em 17 grandes objetivos e 169 metas, é o que chamamos de “piso mínimo necessário” para diminuir as grandes tragédias que ainda solavancam nosso processo civilizatório no Brasil e no mundo.

Eu, se fosse você, leria mais sobre a Agenda 2030. Não ficarei surpresa se você se apaixonar por ela ao descobrir seu imenso potencial de transformar e ressignificar a política. Quer saber por quê? Leia aqui e me conte depois. O próximo passo é perguntar aos candidatos e candidatas que mereceram o seu voto o que eles estão fazendo e o que vão fazer para implementar os ODS no Brasil. Porque se eles lhe prometeram melhorar o País ou seu estado, não tem outro jeito de fazê-lo sem, ao menos, cumprir estes objetivos básicos.

A Agenda 2030 é importante não somente porque foi acordada na ONU mas, principalmente, porque faz todo o sentido para o Brasil, especialmente neste momento em que a política parece perder cada vez mais seu próprio sentido. Mas há soluções mesmo que, em tempos de novos governos e novas legislaturas, o desafio para sair do caminho da insustentabilidade e de tantos retrocessos não seja pequeno: os dados atuais já indicam um imenso distanciamento das metas acordadas, como mostram as análises produzidas pelo Relatório Luz 2018: nossas relações sociais estão destroçadas pelo ódio, os abismos entre ricos e pobres se aprofundam, agravam-se os ataques contra as unidades de conservação e contra a legislação ambiental, enquanto se intensifica a exclusão histórica baseada em raças, etnias, identidade de gênero e orientação sexual.

Para este Brasil, tão desafiador quanto gigante, a Agenda 2030 é aquela luz no fim do túnel da qual não abriremos mão: ela mostra que há meios de fazer diferente e nos instiga a seguir cobrando as ações necessárias para colocar o País nos trilhos – não o da guerra e o das bravatas – mas no rumo do real desenvolvimento sustentável. O que queremos do Estado não só é possível, como também é nosso direito: instituições democráticas, financiamento adequado de políticas públicas efetivas, planejadas para curto, médio e longo prazo, fundamentadas em evidências científicas, na ética, no respeito aos bens comuns e ao planeta e que tenham o bem-estar de todas as pessoas e a ética da sua execução como indicadores centrais.

Enfim, a Agenda 2030, além de ser a rota para o Brasil se tornar um país pacífico, digno e próspero, parece ser também a única maneira de não continuarmos morrendo um pouco todos os dias, de pura vergonha, a cada vez que lemos os noticiários sobre a política nacional.

Da mesma autora:

O Brasil insustentável

Por um Brasil, verdadeiramente, sustentável!

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preservação ambiental ONU pobreza sustentabilidade mudanças climáticas Alessandra Nilo agenda 2030 ODS Brasil sustentável

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