Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Klauss Vianna, um teatro que merece viver | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Instituições, confiança e o exemplo que vem de cima

Marcus Pestana

Em ano de Copa, a política fiscal vai jogar por um empate

Marcus Pestana

Raul, uma estrela maior

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

Klauss Vianna, um teatro que merece viver

Marcus Pestana

Marcus Pestana

4/5/2015 | Atualizado 10/10/2021 às 16:27

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA
Belo Horizonte tem se firmado crescentemente como um grande polo cultural na cena brasileira. A tradição é forte e funda. Nasceram aqui o Clube da Esquina, o Grupo Corpo, o Galpão. A nova geração produziu nomes nacionais como o Skank, o Patu Fu e o Jota Quest. A arte mineira encontra sua melhor expressão no trabalho de Jota Dangelo, Pedro Paulo Cava e Helvécio Ratton. Nenhuma cidade brasileira possui um eixo cultural tão rico como o formado pelo Museu de Artes e Ofícios, o Inimá de Paula e o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Espaços como o Sesc Paladium e o Cine Theatro Brasil Vallourec vieram se somar ao Palácio das Artes e tantos outros onde nossa história cultural é escrita. Sem falar no Inhotim, o maior museu de arte contemporânea do Brasil, referência mundial no setor. Os festivais se multiplicam, a começar pelo Festival Internacional de Teatro. Das ruas de BH, brotaram a literatura de Fernando Sabino e Roberto Drummond e a poesia de Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Enfim, BH sempre teve um encontro marcado com a cultura – universal de tão mineira, mineira de tão universal – e a arte de qualidade. A vocação e tradição cultural de nossa capital pedem avanços e aprofundamento, nunca retrocessos. Muitas vezes, assisti a shows e peças teatrais no Klauss Vianna, um dos melhores e mais bem equipados teatros de Belo Horizonte. Incrustrado no alto da Afonso Pena, foi palco de bons momentos artísticos. Agora o Teatro Klauss Vianna está em risco. Inaugurado em 1985, no prédio da então Telemig, empresa de telefonia estatal, mesmo após a privatização em 1997, continuou a receber eventos culturais de grande importância e investimentos na melhoria de suas instalações e equipamentos, sendo rebatizado como Oi Futuro Klauss Vianna. Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, uma de nossas mais importantes e admiradas instituições, desapropriou o prédio para ganhar nova sede. O Poder Judiciário é central na democracia e na vida da sociedade e merece uma sede proporcional à sua importância. Mas dentro de seu planejamento interno previu fechar o Klauss Vianna para transformá-lo em um simples auditório. Um forte e representativo movimento de artistas mineiros se formou em defesa não só da memória do bailarino e coreógrafo belorizontino, mas da permanência do Teatro Klauss Vianna como um dos principais espaços culturais da cidade. Tenho convicção que a sensibilidade e o espírito público da cúpula do Poder Judiciário mineiro, somados ao legítimo movimento de nossos artistas e produtores, resultarão na manutenção do Teatro que completa agora 30 anos. Como disse Pedro Paulo Cava: “Quem constrói um teatro tem um auditório, quem constrói um auditório não tem mais do que isso”. Em tempo: o absurdo fechamento do Museu dos Governadores, no Palácio da Liberdade, não deve servir de exemplo para que a nossa história cultural seja amputada de suas conquistas. Mais sobre cultura
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Minas Gerais Judiciário cultura Belo Horizonte Pato Fu teatro klaus vianna jota quest skank

Temas

Colunistas
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES