Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. A PEC Kamikaze vai virar a eleição? | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Ricardo de João Braga

Quem tem razão, Lula ou os bolsonaristas?

Ricardo de João Braga

Executivo versus Congresso: qual é a crise?

Ricardo de João Braga

Qual é a sua verdade?

Ricardo de João Braga

Levem a sério as pesquisas!

Ricardo de João Braga

Força, Marina Silva! Sua trajetória e sua luta nos honram!

A PEC Kamikaze vai virar a eleição?

Na coluna, Ricardo de João Braga avalia que efeitos eleitorais de fato poderão vir da aprovação da PEC Kamikaze

Ricardo de João Braga

Ricardo de João Braga

14/7/2022 9:35

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

O novo desenho inclui deputados de espectros opostos, com PT e PL entre os quadros para a mesa diretora da Câmara. Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados

O novo desenho inclui deputados de espectros opostos, com PT e PL entre os quadros para a mesa diretora da Câmara. Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados
O governo, com a cumplicidade da oposição, construiu uma alternativa (questionável, no mínimo) para distribuir dinheiro antes da eleição. A retórica sussurra um estado de emergência, a realidade grita a necessidade de Bolsonaro ganhar votos driblando o teto de gastos, a Lei de Responsabilidade Fiscal e os impedimentos da legislação eleitoral. Qual resultado, afinal, produzirá a PEC? Até o momento identifiquei três avaliações. A primeira delas já vê nas pesquisas correntes, antes da distribuição do dinheiro, um avanço de Bolsonaro. Pesquisas como da Genial/Quaest e PoderData mostrariam avanços do presidente em grupos significativos, como mulheres e nordestinos. Na linha destes analistas, os “alarmados”, a PEC Kamikaze poderá gerar um impacto muito grande. Um segundo grupo enfatiza a estabilidade das intenções de voto ao longo do tempo. Seus patamares, para estes analistas, têm oscilado dentro de margens de erro, o que configura mudança nenhuma (o cientista político Alberto Carlos Almeida é enfático no ponto). Associam-se ao diagnóstico da estabilidade os altos índices de rejeição de Bolsonaro, que se mantêm estáveis e acima dos impeditivos 50%, e a alta convicção dos eleitores sobre seus votos: quase 80% dos que declaram voto em Lula e Bolsonaro dizem que não mudarão de posição. Nessa linha de diagnóstico “neutro”, a PEC pode ter algum impacto, mas nada substancial. O argumento de fundo é que as grandes razões para a definição do voto estão dadas e consolidadas. O terceiro grupo expressou-se na voz de William Waack em seu artigo “A PEC do desespero de Bolsonaro está ajudando Lula”. Waack argumenta que o espaço imaginário do “cuidado com os pobres” já tem dono: Lula. Do texto depreende-se que uma coisa é o governo criar benefícios ou aumentar seu valor, outra é criar uma imagem sólida de político envolvido com as aflições populares. O autor acrescenta ao seu argumento uma premissa de que programas sociais demoram cerca de seis meses para gerar resultados em termos de votos, e o primeiro turno ocorrerá em menos de três a partir do pagamento dos benefícios. Esta análise poderia ser chamada “contraintuitiva”. Eu pessoalmente coloco-me numa posição intermediária entre os “neutros” e os “alarmados”. Do lado dos alarmados, entendo que a distribuição de dinheiro melhorará sim a imagem de Bolsonaro e conquistará votos, sobretudo devido aos eleitores – e os seres humanos como regra, aliás, – sobrevalorizarem o imediato. Além disso, o presidente vale-se da máquina pública para estar em evidência todo o tempo, uma força muito relevante para a transmissão de suas mensagens. Aproximo-me da posição neutra, por outro lado, pois creio que mesmo a PEC não conseguirá gerar um empate entre Lula e Bolsonaro ou mesmo a virada, embora encurtará a distância entre eles. Num cenário eleitoral de segundo turno antecipado, a eleição torna-se uma luta de apenas um round em que só cabe o nocaute. Não creio que Lula será nocauteado pela PEC Kamikaze. ps: apenas para reflexão do leitor, ficam as questões. Que impacto teria agora um novo escândalo do governo? Abatido em pleno voo? Além disso, será que todo o esforço do Centrão ao aprovar a PEC Kamikaze não será para turbinar Bolsonaro e sua turma para apenas o primeiro turno? É nele que se decidem as eleições para deputados e senadores. O segundo é interesse apenas do presidente e alguns governadores.
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

economia Jair Bolsonaro Luiz Inácio Lula da Silva eleições 2022 PEC Kamikaze PEC dos Auxílios

Temas

País Colunistas Coluna Eleições
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES