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CASO BANCO MASTER
Congresso em Foco
31/12/2025 7:48
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa participaram, na noite desta terça-feira (30), de uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal identificar contradições nos depoimentos prestados por ambos ao longo do dia.
As oitivas ocorreram na sede do STF e foram conduzidas pela delegada da PF Janaína Palazzo. Um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, acompanhou todo o procedimento, assim como um representante do Ministério Público.
Os depoimentos começaram por volta das 14h e se estenderam por quase sete horas. Daniel Vorcaro foi o primeiro a ser ouvido e falou por cerca de três horas. Em seguida, por volta das 17h30, foi a vez de Paulo Henrique Costa, que prestou depoimento por aproximadamente duas horas. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, foi ouvido na sequência, até por volta das 21h, mas acabou dispensado da acareação.
A acareação teve como objetivo confrontar versões divergentes apresentadas por Vorcaro e Costa sobre as negociações envolvendo o Banco Master e o BRB. Ambos participaram diretamente das tratativas para a venda da instituição privada ao banco público do Distrito Federal.
Apuração da Polícia Federal
As investigações tiveram início em 2024, no âmbito da Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento previsto para 2025. A apuração aponta que o banco adquiriu créditos da empresa Tirreno sem efetuar o pagamento e, posteriormente, revendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.
Em novembro, o Banco Central rejeitou a operação de compra do Banco Master pelo BRB e decretou a liquidação da instituição financeira. Entre os motivos apontados estavam a falta de liquidez e a incapacidade do banco de cumprir compromissos financeiros.
Daniel Vorcaro chegou a ser preso no curso das investigações. Nesta terça-feira, ele desembarcou em Brasília pela manhã e seguiu diretamente para o STF. O veículo em que estava acessou o prédio da Corte pela garagem.
Papel do Banco Central
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, não é investigado no caso. De acordo com a apuração, ele analisou, por dever técnico, diferentes alternativas para o Banco Master, incluindo aporte de recursos, mudança na diretoria, venda da instituição e, por fim, a liquidação.
Como as alternativas anteriores não avançaram, a Diretoria de Fiscalização recomendou a liquidação do banco. A venda ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, comandada por Renato Gomes. A decisão final foi tomada pela diretoria colegiada do BC, que aprovou a liquidação por unanimidade.
Antes de ser demitido do comando do BRB, após o avanço das investigações da Polícia Federal sobre fraudes bancárias, Paulo Henrique Costa defendia a aquisição do Banco Master como saída para a crise enfrentada pela instituição privada. Os próximos passos da investigação serão definidos pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso.
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