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Entrevista

Caso Master deve ser apurado com rapidez no Congresso, defende Vieira

Senador Alessandro Vieira defendeu, em entrevista ao Congresso em Foco, que as apurações comecem o quanto antes e em todas as frentes possíveis.

Congresso em Foco

5/2/2026 7:10

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou, em entrevista ao Congresso em Foco, que as suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master devem ser investigadas com urgência e sem adiamentos no Congresso. Relator da CPI do Crime Organizado, o parlamentar defendeu que as apurações comecem o quanto antes e em todas as frentes possíveis.

Delegado de carreira na Polícia Civil, Vieira destacou que o processo de levantar provas quanto ao esquema será mais bem sucedido se ocorrer com agilidade.

"A produção de prova sempre tem um sucesso maior quando ela é mais rápida. Se eu dou tempo para que as defesas e os criminosos criem estratégias, eu dificulto a punição do crime. Então, quanto mais rápido a gente der resultado, melhor."

Vieira também disse ainda não haver, entre parlamentares interessados no caso, um consenso sobre qual colegiado irá coordenar as investigações no Congresso.

Para o senador, a fim de dar celeridade ao processo, todas as frentes interessadas devem realizar apurações independentes até que fique estabelecido qual caminho é mais bem-sucedido.

"Não existe coordenação no momento. Eu imagino que a gente vai ter um tempo para identificar qual vai ser o caminho que vai funcionar, e, a partir disso, os outros naturalmente se acomodam, mas eu defendo que quanto mais investigação, melhor."

De acordo com Vieira, na CPI do Crime Organizado, a fraude será apurada dentro do tópico sobre lavagem de dinheiro, que já estava previsto na aprovação do plano de trabalho, em novembro de 2025.

Esta frente de investigação prevê analisar a atuação de fintechs e criptomoedas; patrimônio sem lastro; bancas de advocacia; e segmentos econômicos lícitos.

Caso Master

Segundo as investigações da Polícia Federal no curso da Operação Compliance Zero, o conjunto de práticas criminosas inclui emissão de títulos de crédito supostamente sem lastro, operações estruturadas com risco subavaliado e possíveis fraudes em série.

Com o avanço das apurações, o Banco Central decretou liquidação do Banco Master, o que significou a perda de capacidade de funcionamento regular e de confiança sistêmica. O empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, foi preso pela PF, acusado de liderar a estrutura suspeita de fraudes.

No Judiciário, o caso está sob análise do STF, com relatoria do ministro Dias Toffoli. Já no Legislativo, a deflagração da Operação Compliance Zero fez com o que o Caso Master se tornasse pauta de interesse entre parlamentares.

Além da CPI do Crime Organizado, as fraudes devem ser investigadas na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, que já convocou Vorcaro para depoimento. Há também solicitações tanto na Câmara quanto no Senado para a criação de comissões de apuração independente.

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