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Congresso

CPMI do INSS ouve deputado acusado de ameaçar Duarte Jr. nesta segunda

Filho do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti, também prestará depoimento.

Congresso em Foco

8/2/2026 7:00

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A CPMI do INSS ouvirá nesta segunda-feira (9) o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB) e o filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, Paulo Camisotti. As oitivas estão agendadas para começar às 16h.

Araújo é alvo de investigação da Polícia Federal no curso da Operação Sem Desconto. Ele é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade investigada por descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Em novembro de 2025, o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da CPMI, acusou Araújo de ameaçá-lo por meio de mensagens no WhatsApp, depois de citar a Confederação em sessão do colegiado.

Na semana seguinte ao episódio, a CPMI aprovou a quebra de sigilos fiscal e bancário, além da convocação do deputado estadual para oitiva.

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Segundo Duarte Jr., dados enviados pela Receita Federal ao colegiado demonstram que o deputado estadual chegou a movimentar R$ 54 milhões em julho de 2024.

O vice-presidente da CPMI também afirmou que as apurações apontam para um possível esquema de corrupção que teria movimentado R$ 56 milhões em Turilândia (MA).

Colegiado foi instalado em agosto.

Colegiado foi instalado em agosto.Jefferson Rudy/Agência Senado

Filho de Camisotti

Paulo Camisotti, em parceria com o pai, é apontado pela Polícia Federal como um dos principais responsáveis pelos descontos irregulares em benefícios de aposentados do INSS. Maurício Camisotti é tido no esquema como beneficiário final que recebia recursos desviados.

Preso desde setembro por decisão do STF, Maurício Camisotti não foi ouvido pela CPMI por decisão do ministro André Mendonça que concedeu ao investigado prerrogativa de escolher se depõe ou não.

Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (5), o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a liminar.

"Nós fomos comunicados oficialmente de que ele virá se desejar ou não. Maurício Camisotti veio a Brasília e estava aqui ontem à noite na expectativa de depor na CPMI, mas, devido à comunicação do ministro, nós tivemos que, infelizmente, devolvê-lo ao presídio de São Paulo sem ser ouvido."

Viana também afirmou que, em caso de não comparecimento de um dos convocados, a CPMI realizará a medida de condução coercitiva para garantir a presença dos depoentes.

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