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FRAUDE
Congresso em Foco
9/2/2026 10:48
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS cancelou a sessão prevista para esta segunda-feira (9) após o empresário Paulo Camisotti, que prestaria depoimento, apresentar atestado médico informando a impossibilidade de comparecimento.
De acordo com o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a justificativa médica foi apresentada pouco antes do início da sessão, o que levou à suspensão dos trabalhos do dia.
"O cancelamento ocorre após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado."
Viana ressaltou que a CPMI não aceitará tentativas de atraso nas investigações. De acordo com o senador, o colegiado poderá adotar medidas previstas no regimento, incluindo a condução coercitiva, caso identifique o uso indevido de atestados médicos para evitar depoimentos.
"A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações. As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário."
Paulo Camisotti é apontado como administrador de empresas que serviam para lavar dinheiro retirado indevidamente das aposentadores. Segundo as investigações, o dinheiro passava pelas associações e seguia para empresas da família Camisotti. A investigação busca esclarecer de que forma recursos de associações chegavam a empresas ligadas à família Camisotti.
O pai do empresário, Maurício Camisotti, conhecido como Careca do INSS, está preso desde 12 de setembro de 2025, suspeito de participação nas irregularidades apuradas pela CPMI. Ele é apontado pelos investigadores como sócio oculto de uma entidade que teria se beneficiado das fraudes no âmbito do INSS.
O ministro do STF Flávio Dino já havia concedido ao depoente habeas corpus, garantindo o direito de permanecer em silêncio na CPMI. Carlos Viana afirmou, diante da decisão de Dino, que "o direito ao silêncio é uma garantia constitucional, mas não pode ser utilizado como instrumento para frustrar, atrasar ou esvaziar investigações, especialmente diante de fatos graves que atingem aposentados, órfãos e viúvas".
Edson Araújo
Além do depoimento de Paulo Camisotti, a comissão também cancelou, nesta segunda-feira, a oitiva do deputado estadual pelo Maranhão Edson Araújo (PSB). De acordo com publicação do presidente da CPMI nas redes sociais, o parlamentar está em recuperação de uma cirurgia recente.
Segundo Viana, a Junta Médica do Senado decidiu que Edson Araújo tem condições de prestar depoimento, mas recomendou que ele não se desloque até Brasília neste momento. "Diante disso, a oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica", afirmou Viana.
Edson Araújo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários.
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