Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Câmara aprova urgência para quebra de patentes do Mounjaro

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

SAÚDE

Câmara aprova urgência para quebra de patentes do Mounjaro

Projeto que quebra patente de medicações à base de tirzepatida é liberado para votação em Plenário.

Congresso em Foco

9/2/2026 19:17

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) o requerimento de urgência para o projeto de lei 68/2026, do deputado Mário Heringer (PDT-MG), que declara medicações a base de tirzepatida, princípio ativo das canetas emagrecedoras Mounjaro e Zepbound, como medicamentos de interesse público no controle da diabetes tipo 2. O projeto recebeu 337 votos favoráveis e 19 contrários.

Com a aprovação do requerimento, o plenário fica autorizado a realizar a votação de mérito do projeto sem a necessidade de tramitação nas comissões. Se aprovado e transformado em lei, o texto permitirá a autorização da quebra de patentes dessas medicações, permitindo o desenvolvimento de versões genéricas de menor custo.

Autor do projeto, Mario Heringer, defende uso de canetas emagrecedoras como parte de política de combate à obesidade.

Autor do projeto, Mario Heringer, defende uso de canetas emagrecedoras como parte de política de combate à obesidade.Freepik

Na proposição original, Heringer citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que em 2019 alertou sobre o risco do Brasil precisar investir 4,66% do PIB em combate à obesidade até 2060. "Enquanto a tendência dos outros países é de crescimento controlado e até estabilização dos gastos com a obesidade até 2060, a tendência do Brasil é de crescimento vertiginoso e absolutamente descontrolado", apontou.

Ele ressaltou que as canetas emagrecedoras asseguram um tratamento mais rápido, seguro e barato à obesidade do que as cirurgias bariátricas, mas que "o preço comercial desses medicamentos é simplesmente impeditivo aos objetivos de uma medicina de massa".

Em plenário, o autor citou o impacto da medicação sobre sua própria saúde. "Eu faço uso de tirzepatida. Eu perdi 12kg do meu peso. A minha hipertensão arterial acabou. A minha diabetes, que estava em torno de 300 nos meus exames passou para 90. O meu colesterol, que era 800, voltou para 200. Meu triglicerídeo, que era enorme, era 1400, 1600, voltou para 180. A minha apneia do sono desapareceu. Agora, porque só eu posso ter isso, e as pessoas que mais precisam não podem?", questionou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

Todos os partidos apresentaram orientação favorável, com exceção da bancada do PL, que liberou os deputados, e do Novo, que orientou de forma contrária. "Esse é mais um projeto que vai trazer uma insegurança jurídica enorme para qualquer indústria, seja farmacêutica, ou quem queira investir em inovação em nosso país. É vergonhoso a gente quebrar patente sem os devidos estudos, impacto, dados", argumentou.

Veja a íntegra do projeto.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Mounjaro Adriana Ventura mario heringer câmara dos deputados patente

Temas

Saúde Congresso

LEIA MAIS

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Debate da PEC 6x1 será "sério e sem preconceitos", diz líder do União

Eleições

Congresso tenta acelerar votações antes do calendário eleitoral

Congresso

Conselho de Comunicação discute ECA Digital e regulação de streamings

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES