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CEARÁ
Congresso em Foco
11/2/2026 13:01
A deputada estadual do Ceará Dra. Silvana, líder do PL na Assembleia Legislativa do Estado (Alece), rasgou o Pacto Nacional - Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio durante sessão plenária na última quarta-feira (4). Como justificou em discurso, a ação foi motivada devido à falta de parceria com igrejas ou menção a Deus.
"Eu vou rasgar o pacto, porque eu quero que saia no jornal quem rasgou o pacto, fui eu, a deputada Silvana, uma mulher, líder do PL, que está dizendo que o governo petista é um governo de desmando contra as mulheres. O pacto não inclui as igrejas."
Segundo a deputada estadual, a causa do feminicídio é desobedecer o evangelho cristão. "Se as pessoas morrem é porque não estão seguindo o santo evangelho", afirmou.
Silvana defendeu que, embora o evangelho cristão seja considerado machista, trata-se de uma má interpretação. "O santo evangelho de Jesus Cristo nunca foi e nem nunca será machista."
"Se no pacto tivesse escrito em pacto também com as igrejas, com as religiões, contra o feminicídio, aí eu não rasgaria. Mas enquanto continuar essa atrocidade, de se tentar esvaziar as pessoas da fé, o feminicídio infelizmente vai continuar crescendo."
A parlamentar afirmou ainda que durante o "governo que diz defender as mulheres", os casos de feminicídio aumentaram segundo divulgado pelo próprio Executivo.
Dados do pacto apontam que o Brasil tem quatro vítimas e dez tentativas de feminicídio por dia, além de 190 vítimas de estupro diariamente.
Pacto Nacional
Representantes dos Três Poderes firmaram acordo contra a violência de gênero na quarta-feira (4), com a assinatura do Pacto Nacional - Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa busca integrar ações para prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres.
Com o acordo, as intituições reconhecem juntas que a violência contra mulheres se trata de uma crise estrutural carente de ações integradas.
Junto com a assinatura do pacto, foi lançado o portal TodosPorTodas.br, que fornece infomações sobre o pacto, além de dados sobre o feminicídio no Brasil e canais de denúncia.
Por meio de ações conjuntas, o pacto se propõe a efetivar o cumprimento célere das medidas protetivas de urgência; fortalecer as redes de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres em todo o território nacional; promover informação sobre direitos das meninas e mulheres para toda a sociedade; promover responsabilização célere e efetiva de autores de violência; transformar a cultura institucional nos Três Poderes; e capacitar agentes públicos com perspectiva de gênero.
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