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PROCESSO ABERTO

STF torna Eduardo Bolsonaro réu por obstrução e coação

Denúncia foi aceita em novembro e ação penal só foi formalmente aberta pelo STF nesta quinta (19). Ex-deputado é acusado de atuar nos EUA para pressionar autoridades e interferir em julgamentos no Supremo.

Congresso em Foco

20/2/2026 | Atualizado às 12:02

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O STF formalizou nessa quinta-feira (19) a abertura de ação penal (AP 2782) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelos crimes de obstrução de Justiça e coação no curso de processo judicial. Com a decisão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passa oficialmente à condição de réu.

A ação tramita na 1ª Turma da Corte e pode resultar, ao final do processo, em condenação com pena de prisão, caso o ex-parlamentar seja considerado culpado.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) havia sido aceita por unanimidade em novembro de 2025, mas a formalização do processo ocorreu agora em razão do recesso do Judiciário, que se estendeu de 19 de dezembro ao início de fevereiro.

Morando há um ano nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado por excesso de faltas.

Morando há um ano nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro teve o mandato cassado por excesso de faltas.Reprodução/Youtube

Próximos passos do processo

Com a abertura da ação penal, o caso entra na fase de instrução processual, etapa em que:

  • a defesa apresenta sua versão formal;
  • são indicadas e ouvidas testemunhas;
  • provas são produzidas;
  • o réu pode ser interrogado.

Concluída essa fase, os ministros julgam o mérito da ação, decidindo pela absolvição ou condenação.

O que diz a acusação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que Eduardo Bolsonaro, atualmente residente nos Estados Unidos, atuou para pressionar autoridades brasileiras e interferir em processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a denúncia, o ex-deputado articulou junto ao governo norte-americano:

  • sanções contra autoridades brasileiras;
  • tarifas de exportação contra o Brasil;
  • suspensão de vistos de entrada de autoridades nos EUA;
  • aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro relator, Alexandre de Moraes.

Para Gonet, Eduardo "empenhou-se, de forma reiterada, em submeter os interesses da República e de toda a coletividade aos seus próprios desígnios pessoais e familiares".

O procurador afirma que houve tentativa deliberada de "pressionar" e "atemorizar" ministros do STF com o objetivo de influenciar julgamentos relacionados à investigação da chamada trama golpista. A PGR também pede reparação por eventuais danos econômicos decorrentes das condutas atribuídas ao ex-deputado.

Entendimento do relator

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes afirmou haver prova da materialidade e indícios suficientes de autoria.

Em seu voto, declarou:

"A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, a suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator".

Votaram pelo recebimento da denúncia os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Outros envolvidos

A Polícia Federal havia indiciado também o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ele não foi incluído na denúncia da PGR. Além de Eduardo Bolsonaro, o blogueiro Paulo Figueiredo foi denunciado por coação no curso de processo judicial.

Com a formalização da ação penal, Eduardo Bolsonaro passa a responder formalmente perante o STF. A decisão final dependerá da instrução do processo e do julgamento da 1ª Turma, etapa que poderá definir não apenas sua situação criminal, mas também seu futuro político. Eduardo teve o mandato cassado pela Câmara em dezembro por ter acumulado mais de um terço de faltas sem justificativa ao longo do ano.

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Eduardo Bolsonaro PGR coação ação penal estados unidos STF

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