Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
PROJETO DE LEI
Congresso em Foco
8/3/2026 13:00
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) apresentou na Câmara dos Deputados o projeto de lei 832/2026, que cria a Política Nacional de Prevenção e Superação da Violência entre Mulheres. A proposta estabelece diretrizes para reconhecer, prevenir e enfrentar situações de agressão simbólica, psicológica, física ou institucional que ocorram entre mulheres em diferentes espaços sociais.
O texto institui a política chamada "Não se Cale e Não Cale", voltada à identificação e ao enfrentamento de conflitos e agressões que podem ocorrer dentro de ambientes formados por mulheres, como coletivos, movimentos e redes comunitárias. A proposta parte da ideia de que esse tipo de violência muitas vezes permanece invisível e precisa ser reconhecido para que seja possível construir formas de superação baseadas no diálogo e no apoio mútuo.
Pelo projeto, a política deverá incentivar ações de escuta e acolhimento, além da criação de espaços de mediação de conflitos entre mulheres. Também prevê campanhas educativas, formação de profissionais de áreas como educação, saúde, assistência social e segurança pública e apoio a iniciativas da sociedade civil que atuem no fortalecimento de vínculos de solidariedade e empatia entre mulheres.
A proposta ainda determina a criação de canais seguros de escuta e acolhimento articulados à rede de proteção às mulheres e estabelece cooperação com conselhos de direitos, universidades, movimentos sociais e coletivos femininos. O projeto também institui uma semana anual de mobilização, a ser realizada em março, com atividades educativas, culturais e comunitárias voltadas à prevenção desse tipo de violência.
Argumentos do autor
Na justificativa, André Figueiredo afirma que a iniciativa surgiu a partir do diálogo com mulheres de diferentes territórios e de experiências de organizações que atuam com formação e acolhimento feminino. Segundo ele, comportamentos como exclusão, rivalidade, julgamentos e agressões simbólicas ou físicas podem reproduzir padrões ligados ao machismo estrutural e acabam sendo naturalizados sem uma lei de prevenção.
"Ao reconhecer o impacto ampliado sobre mulheres em múltiplas vulnerabilidades, como negras, indígenas, com deficiência, LGBTQIA+, idosas, migrantes e em situação de rua, esta Lei reforça o compromisso com a equidade e a justiça social", argumentou.
O projeto aguarda a definição, por parte da Mesa Diretora da Câmara, de seu rito de aprovação e da sequencia de comissões por onde deverá ser apreciado.
LEIA MAIS
Dia Internacional da Mulher
Deputada propõe proteção a mulheres em setores dominados por homens
Câmara dos Deputados
Capitão Alden propõe mandados de busca apenas em "horário comercial"
Dia Internacional da Mulher
Mulheres ocupam menos de um quinto das vagas no Congresso Nacional