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CPI do Crime Organizado
Congresso em Foco
10/3/2026 | Atualizado às 11:34
A CPI do Crime Organizado realiza nesta terça-feira (10) uma audiência para discutir o recrutamento de adolescentes por facções criminosas. O debate contará com a participação da juíza Vanessa Cavalieri, que atua há duas décadas na Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro.
O convite foi apresentado com o objetivo de ampliar o entendimento dos parlamentares sobre as estratégias utilizadas por organizações criminosas para atrair jovens para atividades ilegais. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que a experiência da magistrada pode contribuir para esclarecer como ocorre o aliciamento de adolescentes, inclusive por meio de redes sociais e outras plataformas digitais, além de ajudar a identificar o perfil dos menores envolvidos nesses esquemas.
Acompanha ao vivo:
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), avaliou que facções se aproveitam de fragilidades da legislação para recrutar jovens.
"O crime organizado tem total expertise sobre nosso sistema legal, conhece as suas brechas, seus pontos fracos. Justamente por isso usa crianças e adolescentes como ferramentas de tabalho por serem inuimputáveis criminalmente."
Na quarta-feira, os senadores também devem ouvir o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). O objetivo é discutir experiências de gestão na área de segurança pública, com foco em integração entre forças policiais e uso de tecnologia que possam servir de referência para outros estados.
No mesmo dia, a CPI também deve avançar nas apurações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Está prevista a oitiva do empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador e ex-presidente do conselho de administração da Reag Investimentos. Ele é investigado por possíveis conexões com operações financeiras associadas ao banco, que incluem suspeitas de fraude contra o sistema financeiro, manipulação de ativos e lavagem de dinheiro.
Além das oitivas, os parlamentares devem analisar requerimentos voltados ao aprofundamento das investigações sobre o caso. Entre as medidas em discussão estão pedidos de acesso a inquéritos relacionados ao banco e solicitações de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
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