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Segurança pública
Congresso em Foco
12/3/2026 18:10
A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública recebeu, nesta semana, presidentes estaduais e conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir estratégias de enfrentamento ao chamado "golpe do falso advogado".
O encontro reuniu representantes da advocacia e autoridades da segurança pública para debater medidas de combate a fraudes em que criminosos se passam por advogados e utilizam informações de processos judiciais para enganar vítimas e obter vantagens financeiras.
Durante a reunião, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, destacou que o avanço desse tipo de crime exige uma resposta articulada entre diferentes instituições. Segundo ele, as fraudes têm se tornado mais sofisticadas e demandam cooperação entre órgãos de segurança, o sistema de Justiça e entidades representativas da sociedade.
Representantes da OAB relataram que os golpes têm se expandido e atingido tanto advogados quanto cidadãos que aguardam decisões judiciais ou o recebimento de valores relacionados a processos. Em muitos casos, os estelionatários entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, utilizando dados reais de processos e nomes de advogados verdadeiros para dar aparência de legitimidade às abordagens.
Entre as medidas discutidas estão a criação de canais mais ágeis para registro de denúncias, o compartilhamento de informações entre instituições e a ampliação de campanhas de conscientização para alertar a sociedade sobre esse tipo de golpe.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que a iniciativa busca reunir experiências de diferentes Estados para aprimorar as estratégias de enfrentamento. Segundo ele, ouvir profissionais que lidam diretamente com os casos ajuda a identificar desafios e desenvolver ações mais eficazes no combate às fraudes.
Outro ponto debatido foi a necessidade de envolver instituições financeiras, operadoras de telefonia e plataformas digitais nas estratégias de prevenção, especialmente para acelerar a identificação de contas utilizadas em golpes e permitir o bloqueio de valores obtidos de forma ilícita.
Os participantes também destacaram a importância de fortalecer medidas de proteção de dados, já que criminosos frequentemente utilizam informações disponíveis em processos judiciais ou sistemas públicos para construir abordagens convincentes e induzir vítimas ao erro.
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