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CPMI do INSS
Congresso em Foco
17/3/2026 | Atualizado às 7:57
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta segunda-feira (16) que irá examinar, junto à advocacia do Senado, a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o fechamento da sala-cofre da comissão e suspendeu o acesso a dados sigilosos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com Viana, a medida judicial foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes apontar suspeitas de vazamento de informações confidenciais no âmbito da CPMI, acusação que, segundo o senador, não procede. Para ele, a divulgação desse tipo de material comprometeria o andamento das apurações e poderia favorecer a defesa do investigado.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o parlamentar afirmou que a exposição de dados obtidos pela comissão poderia prejudicar o próprio processo investigativo.
"Se os parlamentares divulgam imagem da sala-cofre, o que não poderia acontecer, há risco de vazamento, de inviabilizar provas e tornar a defesa de Vorcaro muito mais forte, inclusive retirando do processo aquilo que está escrito ali sobre o envolvimento dele com o ministro do STF."
Entre os arquivos analisados por parlamentares e assessores havia conteúdos de natureza íntima, incluindo fotografias. Viana confirmou ter conhecimento da existência desse material e disse esperar que as informações pessoais sejam retiradas antes de eventual devolução dos documentos à comissão. Segundo o senador, a decisão do STF ainda será analisada pela equipe jurídica do Senado antes da adoção de novas providências.
"Eu vou analisar a decisão amanhã com a advocacia do Senado e tomar as medidas necessárias. Entendo que, assim que a questão pessoal dos dados for retirada, o ministro devolverá à CPMI os documentos. Tomei ciência desses vídeos íntimos e particulares que foram enviados."
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