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Escala 6x1
Congresso em Foco
28/5/2026 15:21
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho no Brasil e afirmou que a medida poderá trazer consequências econômicas negativas, como demissões e aumento de preços.
A declaração foi feita após a Câmara dos Deputados aprovar na quarta-feira (27), em dois turnos, a PEC que reduz a carga semanal de 44 para 40 horas. Nikolas rebateu críticas de que a oposição seria contrária aos trabalhadores.
"Mas posso te falar, se lascaram, sabe por quê? Porque votamos sim. Quer jogar o jogo? Eu sei jogar o jogo também. A narrativa vai cair, vamos falar o quê agora? Que a gente votou o contrário, que a gente é contra o trabalhador? Não."
Apesar de ter votado a favor, Nikolas afirmou que a redução da jornada pode gerar efeitos adversos no mercado. "Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor não conseguir manter e tiver que demitir, eu vou estar pronto para dizer quem é o responsável: vocês", destacou.
Segundo o deputado, a medida pode pressionar empresas, especialmente em setores com menor margem, a reduzir postos de trabalho ou repassar os custos ao consumidor.
O parlamentar também questionou a forma como a proposta será implementada, que prevê uma transição gradual. Pelo texto aprovado, a jornada será reduzida inicialmente para 42 horas após 60 dias da promulgação, chegando a 40 horas após um ano de transição.
Para Nikolas, o prazo indica preocupação com os impactos econômicos. "Por que não colocou agora? Porque sabem que teria efeito econômico", afirmou ao sugerir que o governo buscou evitar desgaste político imediato.
PEC 6x1
A PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso sem redução salarial. A proposta, de autoria de Reginaldo Lopes (PT-MG) e relatada por Leo Prates (Republicanos-BA), teve ampla aprovação, com 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O texto prevê implementação gradual: após 60 dias da promulgação, a carga cai para 42 horas por um ano, até atingir as 40 horas. Também permite escalas flexíveis em áreas essenciais e negociação diferenciada para trabalhadores considerados "hipersuficientes".
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