Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosPrêmioRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. PL da Misoginia pode ser votado nesta terça na Câmara dos Deputados

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Violência de Gênero

PL da Misoginia pode ser votado nesta terça na Câmara dos Deputados

Texto elaborado por grupo de trabalho da Câmara busca reforçar o enfrentamento à violência simbólica, política e digital contra mulheres.

Congresso em Foco

30/6/2026 9:22

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o projeto de lei que criminaliza a misoginia e equipara a prática ao racismo.

A proposta, já aprovada pelo Senado, prevê pena de dois a cinco anos de reclusão e multa para condutas motivadas por ódio, menosprezo ou discriminação contra mulheres.

O projeto de lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), altera a Lei do Racismo e o Código Penal para incluir crimes praticados em razão de misoginia.

Se aprovado pela Câmara sem mudanças, o texto poderá seguir para sanção presidencial. Caso os deputados alterem o conteúdo, a matéria volta para nova análise do Senado.

O texto aprovado pelos senadores definia misoginia como a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres.

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) criou um grupo de trabalho para discutir o tema. O colegiado foi coordenado por Tabata Amaral (PSB-SP) e apresentou uma nova versão do texto antes de a proposta ser encaminhada à análise dos líderes e do plenário.

A redação passou a tratar a misoginia como conduta de menosprezo ou discriminação em razão da condição de mulher.

A versão em votação também prevê aumento de pena para crimes contra a honra praticados em contexto de violência doméstica.

A versão em votação também prevê aumento de pena para crimes contra a honra praticados em contexto de violência doméstica.Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Crimes inafiançáveis e imprescritíveis

Ao incluir a misoginia na Lei do Racismo, a proposta torna a prática inafiançável e imprescritível. A lei hoje pune crimes de discriminação ou preconceito por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O projeto acrescenta a condição de mulher entre os critérios protegidos pela legislação.

A proposta também prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para injúria motivada por misoginia.

O objetivo é endurecer a punição a discursos de ódio, ataques discriminatórios e condutas que reforcem a ideia de inferioridade das mulheres.

O texto ainda dobra a pena para crimes contra a honra, como injúria, calúnia e difamação, quando cometidos contra mulheres em contexto de violência doméstica e familiar.

Atualmente, esses crimes têm penas que variam de um mês a dois anos de detenção, além de multa.

Agravantes na internet

A versão discutida na Câmara também amplia o foco sobre crimes cometidos em ambientes digitais.

O substitutivo prevê punições mais severas quando a conduta for praticada na internet com o objetivo de obter lucro, audiência, engajamento ou visibilidade.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de suspensão temporária de contas ou perfis digitais usados para veicular conteúdo ilícito.

A relatora argumenta que redes e comunidades associadas à chamada "machosfera" têm ampliado a circulação de discursos hostis contra mulheres, especialmente entre jovens.

O relatório também inclui agravantes quando o crime for cometido contra crianças, adolescentes, pessoas idosas ou pessoas com deficiência.

Tramitação no Congresso

O PL da Misoginia foi aprovado pelo Senado em março, por 67 votos a favor e nenhum contra, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Na ocasião, parlamentares favoráveis ao texto defenderam que a criminalização da misoginia funciona como instrumento de prevenção à violência contra mulheres.

A proposta, no entanto, também gerou divergências. Parte dos parlamentares argumentou que a inclusão da misoginia na Lei do Racismo poderia ampliar riscos de restrição à liberdade de expressão ou de banalização da legislação antirracista.

Se aprovada, a proposta será uma das principais mudanças recentes na legislação penal voltada ao enfrentamento da violência política, simbólica e digital contra mulheres.

Confira a íntegra do parecer aprovado.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Código Penal hugo motta Ana Paula Lobato Soraya Thronicke PL da misoginia misoginia câmara dos deputados Tabata Amaral

Temas

Câmara

LEIA MAIS

Misoginia

Soraya rebate Paulo Figueiredo sobre voto feminino: "defeca pela boca"

Misoginia

Paulo Figueiredo afirma que mulheres solteiras "votam mal"

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

Governo envia projeto que eleva teto do MEI para R$ 140 mil até 2028

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES