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CONFRONTO JUDICIAL
Congresso em Foco
16/7/2026 10:20
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) chamou o apresentador Ratinho de "criminoso", "nojento" e "baixo" durante participação no programa Lorelive, da Dia TV.
A declaração ocorreu em meio à disputa judicial entre os dois, iniciada após falas do comunicador sobre a identidade de gênero da parlamentar.
No quadro "Tirando a Peruca", apresentado por Lorelay Fox, Erika foi questionada se homenagearia o apresentador do SBT. A deputada recusou e afirmou que precisava medir as palavras porque o conflito também tramita nos tribunais.
A parlamentar disse considerar legítimas as críticas à sua atuação política, mas afirmou que Ratinho ultrapassou esse limite ao usar um programa de televisão para atacar sua identidade de gênero.
"Quando você usa a sua audiência, quando você usa um programa de televisão, em horário nobre, não para atacar as posições políticas de uma parlamentar, mas para agredi-la, para ofendê-la, para violar a sua própria identidade de gênero e incitar o ódio, o que você faz é criminoso."
Segundo Erika, as falas atingem não apenas a pessoa ofendida, mas toda a população trans e travesti.
"Isso é grave, isso é irresponsável, isso é nojento, isso é criminoso, isso é baixo e isso não pode ser tolerado. Não é opinião, é crime", afirmou.
Ao concluir, a deputada voltou a ironizar o apresentador.
"A pessoa já tem um nome de rato. Você já começa por aí, já vem rasteiro, já vem do esgoto. Eu não posso tirar a peruca por um criminoso que leva o nome de um dos bichos que eu tenho mais pavor na vida. Se tem uma coisa que eu tenho pavor na vida, é de rato."
Declarações no SBT
A disputa começou após Ratinho criticar, durante seu programa no SBT, a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
O apresentador questionou a escolha de uma mulher trans para o comando do colegiado e vinculou a condição feminina à existência de útero e à menstruação.
Erika acionou a Justiça e pediu direito de resposta. A parlamentar afirma que as declarações não foram uma crítica política, mas um ataque à sua identidade de gênero.
O SBT declarou que as opiniões de Ratinho não representavam a emissora e afirmou repudiar qualquer forma de discriminação.
A Justiça de São Paulo reconheceu, em primeira instância, o direito de resposta da deputada. A decisão, no entanto, foi suspensa provisoriamente após recurso do SBT.
Ratinho também apresentou uma queixa-crime contra Erika após ser chamado de "rato" pela parlamentar nas redes sociais. Os processos ainda aguardam decisão definitiva.
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