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Câmara dos Deputados
Congresso em Foco
20/7/2026 15:35
A deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou ter acionado a Procuradoria-Geral da República (PGR) após um episódio de confronto ocorrido durante reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados na última terça-feira (14).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar relata ter sido alvo de ataques e acusações do deputado Coronel Meira (PL-PE), que presidia o colegiado, após criticar uma emenda que altera o tratamento legal da misoginia.
Segundo Melchionna, a situação aconteceu após sua participação na Comissão, onde se posicionou contra o texto aprovado pelos parlamentares. "Eu fui à Comissão de Segurança Pública, onde eles aprovaram uma emenda escandalosa que não só rasga a ideia de criminalizar a misoginia, como retrocede, inclusive, na Lei do Racismo", contou.
De acordo com a deputada, após exercer seu direito de fala, ela teria sido interrompida e alvo de ataques verbais. No vídeo, Melchionna relata que não conseguiu responder às acusações feitas durante a sessão. "Vocês viram que, depois de falar, eu tive o microfone cortado, fui chamada de um monte de impropérios e não pude nem rebater", disse.
A deputada também acusou adversários políticos de disseminarem informações falsas durante o episódio. Após o episódio, Melchionna informou que formalizou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República. A medida, segundo ela, busca responsabilizar os envolvidos e evitar a normalização desse tipo de conduta.
"Se, diante de tantas pessoas e câmeras eles se comportam assim, imagine o que fazem longe dos holofotes. Esse tipo de violência não pode ser normalizado nem ficar sem resposta."
No vídeo, a deputada também faz uma crítica mais ampla ao que classifica como violência política de gênero, especialmente contra mulheres que atuam na política. "A gente não pode naturalizar a violência política de gênero porque isso afasta mulheres da política", defendeu.
Em abril, o ministro do STF Flávio Dino concedeu medida restritiva contra Coronel Meira após o parlamentar afirmar que, dentro da Câmara, "resolve as coisas no braço" e, fora, "na bala". Em nota enviada ao Congresso em Foco à época, o deputado classificou a medida como injusta e disse que iria recorrer.
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