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Câmaras dos Deputados

Nikolas dá parecer favorável à dispensa de firma em assinatura digital

Relatório mantém o objetivo do projeto e delimita a equivalência entre os mecanismos de autenticação documental.

Congresso em Foco

6/8/2026 8:37

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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou nessa quarta-feira (5) parecer favorável ao projeto que equipara a assinatura eletrônica qualificada ao reconhecimento de firma feito por tabelião em meio eletrônico.

Relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, o parlamentar recomendou a aprovação do texto com alterações.

O projeto de lei 2.541/2024, de autoria do deputado Pedro Aihara (PRD-MG), busca dispensar o reconhecimento de firma quando o documento estiver assinado com assinatura eletrônica qualificada, modalidade que utiliza certificado digital nos padrões da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

No parecer, Nikolas votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. No mérito, recomendou a aprovação na forma de um substitutivo apresentado pelo relator.

Texto busca reduzir burocracias ao equiparar mecanismos de validação de documentos.

Texto busca reduzir burocracias ao equiparar mecanismos de validação de documentos.Magnific

Equivalência entre mecanismos

O substitutivo estabelece que a assinatura eletrônica qualificada e o reconhecimento de firma realizado eletronicamente por tabelião de notas terão o mesmo valor legal quando forem usados para comprovar a autoria e a integridade de um documento.

A equiparação será incluída na Medida Provisória 2.200-2, de 2001, que instituiu a ICP-Brasil, na Lei dos Cartórios e na legislação que disciplina o uso de assinaturas eletrônicas em interações com órgãos públicos.

Pelo texto, a assinatura qualificada também será considerada equivalente ao reconhecimento de firma tradicional para fins de comprovação da identidade do autor e da preservação do conteúdo do documento.

A regra não impede, no entanto, que as partes continuem recorrendo aos cartórios.

Desburocratização

Nikolas argumenta que a proposta reduz etapas burocráticas, custos e a necessidade de comparecimento presencial a cartórios.

Segundo o relator, os avanços tecnológicos permitem validar documentos de maneira mais direta, simples e precisa.

O deputado afirma ainda que a assinatura digital protege o documento contra adulterações, porque eventuais mudanças feitas após a assinatura invalidam o certificado eletrônico.

O novo parecer modifica a versão apresentada anteriormente pelo relator.

Segundo o documento, contribuições recebidas durante o debate público levaram à inclusão expressa da equivalência entre a assinatura qualificada e o reconhecimento eletrônico de firma.

A mudança, conforme o parecer, pretende evitar a exigência cumulativa dos dois mecanismos e restringir a equivalência às situações em que forem utilizados para comprovar autoria e integridade documental.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo na CCJ e segue o rito ordinário. Isso significa que, se for aprovada pela comissão e não houver recurso para análise do plenário da Câmara, poderá seguir diretamente para o Senado.

O projeto não possui propostas apensadas e não recebeu emendas durante o prazo regimental.

Leia a íntegra do parecer.

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assinatura digital Nikolas Ferreira cartórios Pedro Aihara câmara dos deputados

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